Diário Local
Segurança

Polícia encontra cabeça e mãos de haitiana morta em Votorantim após cinco meses de buscas

Cabeça e mãos de Esther Estinor foram localizadas na última sexta-feira (7) em área de mata no interior de São Paulo.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil de São Paulo encontrou, na última sexta-feira (7), a cabeça e as mãos de Esther Estinor em uma área de mata em Votorantim, no interior do estado. O achado complementa a localização de outras partes do corpo da haitiana, que foi morta e esquartejada em março deste ano.

Para indicar o local onde os restos mortais foram escondidos, o ex-companheiro da vítima, Charles Anglade, foi retirado do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, onde está preso. Segundo as autoridades, as buscas pela área de mata de difícil acesso duraram horas e contaram com o suporte da Perícia Criminal.

A perna esquerda de Esther já havia sido localizada na última segunda-feira (3), após o suspeito indicar o bueiro onde parte do corpo teria sido descartada.

O que se sabe sobre o crime?

O caso teve início em março, quando o corpo de Esther Estinor, de 39 anos, foi encontrado esquartejado e enterrado em uma cova rasa em um brejo próximo à sua residência. A vítima havia sido reportada como desaparecida desde o dia 8 de março daquele ano.

De acordo com o boletim de ocorrência, a família realizou buscas por meio de familiares após perder o contato com a proprietária de um bar na região. Charles Anglade, que morava com a vítima, foi apontado como o principal suspeito do crime.

A investigação apontou que o casal apresentava histórico de discussões e Anglade possuía uma medida protetiva por agressões contra Esther. O homem foi detido em uma operação internacional no Suriname, país onde vivia de forma clandestina com identidade chilena falsa.

Prisão e investigação

A captura de Anglade foi realizada por uma força-tarefa que incluiu a Polícia Federal, o Ministério da Justiça, o Ministério das Relações Exteriores, a Interpol e policiais do Suriname. Após a prisão, ele foi deportado para o Brasil e encaminhado ao CDP de Guarulhos, onde confessou o crime.

Após indicar a localização das partes da vítima, Anglade foi reconduzido ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça. As equipes policiais adotaram as providências de polícia judiciária e perícia técnica necessárias para o encerramento das diligências no local.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.