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Segurança

Polícia Civil investiga morte de seis bebês em maternidade da zona leste de São Paulo

Polícia Civil apura óbitos ocorridos no Hospital e Maternidade Salvalus ao longo de 2026; unidade diz não ter identificado causa comum.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte de seis bebês no Hospital e Maternidade Salvalus, unidade da rede Hapvida localizada na zona leste da capital paulista. O inquérito foi instaurado nesta quarta-feira (21) para apurar as circunstâncias dos óbitos, que ocorreram ao longo deste ano.

O 8º Distrito Policial (Brás) é o responsável pela condução das investigações. Entre as medidas previstas para o esclarecimento dos fatos estão a análise integral dos prontuários médicos e a coleta de depoimentos de testemunhas e profissionais de saúde que atuaram na unidade.

Até o momento, as autoridades não divulgaram as idades das crianças nem as datas exatas em que os mortes ocorreram. A Polícia Civil também não informou se há uma linha de investigação que aponte para uma causa comum entre os casos.

Informações indicam que o número de óbitos registrados pode ser superior ao inicialmente reportado, podendo chegar a 36 casos. Certidões de óbito consultadas indicam diagnósticos de sepse, choque séptico e pneumonia como causas das mortes.

Famílias das vítimas relatam suspeitas de que as infecções teriam sido adquiridas durante o período de internação no hospital. As investigações devem verificar se houve falhas nos protocolos de segurança assistencial da instituição.

Posicionamento do hospital

Em nota, o Hospital Salvalus afirmou que trata os relatos com seriedade. A instituição declarou que situações clínicas distintas não podem ser atribuídas a uma mesma causa sem a devida comprovação técnica.

O hospital ressaltou que, até o presente momento, suas avaliações internas não identificaram uma origem infecciosa comum entre os casos examinados. A unidade destacou ser referência em maternidade de alto risco e assistência pediátrica de alta complexidade.

Segundo a instituição, foram atendidas mais de mil crianças ao longo deste ano. O hospital informou ainda que não recebeu notificação formal sobre os procedimentos de investigação, mas que permanece à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários.

A unidade declarou que mantém processos de avaliação contínua sobre a segurança assistencial e possui canais de acolhimento voltados às famílias.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.