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Segurança

Polícia afirma que engenheira foi morta e ordena buscas por corpo no Morro do Romão

Investigação sobre o desaparecimento da profissional em 2025 resultou em operação contra o tráfico e 11 prisões em Vitória.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil afirmou que a engenheira Vitória Espíndola foi assassinada e que o corpo da profissional deve estar enterrado em algum ponto do Morro do Romão, em Vitória. A confirmação faz parte das investigações sobre o desaparecimento da jovem, ocorrido em 2025.

A apuração sobre o caso motivou a deflagração da Operação Hidra, realizada nesta quarta-feira (7), nas regiões do Morro do Romão e do Forte São João. A ação policial resultou na prisão de ao menos 11 pessoas ligadas ao grupo criminoso Terceiro Comando Puro (TCP).

Por que a engenheira foi morta?

Segundo as investigações da Polícia Civil, a morte de Vitória teria sido motivada por um desentendimento relacionado a uma suposta dívida. De acordo com a delegada Gabriela Enne, integrantes da organização criminosa teriam colocado drogas em nome da engenheira, o que gerou a ordem de execução.

A investigação detalha que a profissional se envolveu com o tráfico após mudar-se para o Espírito Santo e, posteriormente, tentou deixar a atividade. O desentendimento sobre os valores acumulados teria sido o estopim para o crime. Um dos líderes da organização é apontado como mandante e permanece foragido no Rio de Janeiro.

A polícia acredita que o corpo da vítima esteja localizado na comunidade, mas ressalta que a extensão do terreno e as características do Morro do Romão dificultam a localização exata. Novas buscas devem ser realizadas na região.

O que foi apreendido na operação?

Durante a Operação Hidra, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão e localizaram um caderno com anotações que registravam pagamentos e a divisão de valores obtidos com a comercialização de entorpecentes. Também foram encontrados adesivos de festas clandestinas, que seriam utilizadas para arrecadar fundos para a organização.

A polícia também identificou uma estrutura de controle sobre os moradores do Morro do Romão. Segundo o relato da delegacia, o grupo criminoso impunha regras, realizava ameaças e utilizava mecanismos como olheiros, rádios comunicadores e grupos de aplicativos de mensagens para monitorar a movimentação das forças de segurança.

A ação contou com o apoio de diversas unidades, incluindo o Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (NOTaer), que monitorou a região por meio de helicóptero para auxiliar as equipes em solo. Cerca de 140 policiais participaram da ofensiva contra a estrutura do grupo criminoso.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.