Preso em saída temporária é suspeito de matar idosa e sequestrar jovem em Samambaia
Investigação apura crimes cometidos por Leonardo Ferreira de Almeida, que deveria ter retornado do benefício na última segunda-feira (10).
Por Redação Diário Local
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Leonardo Ferreira de Almeida, de 44 anos, sequestrou uma jovem de 19 anos após cometer crimes em Samambaia, no Distrito Federal. O caso ocorreu nesta segunda-feira (10).
O suspeito, que estava em saída temporária (conhecida como "saidão"), teria matado Francisca Almeida, de 70 anos, que era considerada sua mãe adotiva. De acordo com relatos de familiares, o homem teria amarrado, dopado e violentado sexualmente três jovens que estavam na residência antes de fugir com uma delas.
A jovem sequestrada foi levada para uma área de mata no Morro da Cruz, na região rural de São Sebastião, onde também foi violentada. Ela conseguiu pedir ajuda a uma comerciante da região após o ocorrido, mas as informações sobre o seu estado de saúde não foram divulgadas.
O que diz a investigação?
A Polícia Civil do Distrito Federal investiga os crimes e apura se o veículo utilizado para o sequestro pertence a um serviço de transporte por aplicativo. Até o fechamento desta apuração, o suspeito não havia sido localizado pelas autoridades.
Segundo familiares da vítima, Leonardo Ferreira de Almeida cumpria pena por outro assassinato e deveria ter retornado do benefício da saída temporária nesta segunda-feira (10), data prevista para o fim do período de folga referente ao Dia dos Pais.
Relatos de familiares indicam que o homem costumava passar os períodos de liberdade na casa de Francisca, em Samambaia. Regina Maria Almeida, irmã da idosa, afirmou que o suspeito possuía histórico de violência e que a vítima costumava acolhê-lo.
Relatos da família
Francivânia Almeida, filha da idosa, relatou que a mãe tinha o hábito de ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade e que já havia sido aconselhada a se afastar do homem. O suspeito teria sido beneficiado com a saída temporária na última quinta-feira (6).
A família relatou ainda que houve suspeita de uso de música em volume alto durante os crimes para dificultar a percepção de vizinhos sobre o que ocorria dentro da residência. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
