Diário Local
Segurança

Polícia investiga elo entre PCC e facção baiana após prisão de liderança no litoral de SP

Liderança do grupo Bonde do Maluco foi presa em imóvel de luxo em Praia Grande; investigação busca confirmar apoio do PCC ao criminoso.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil da Bahia e a Polícia Civil de São Paulo investigam o nível de cooperação entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e a facção baiana Bonde do Maluco. O foco é entender até que ponto o grupo paulista ofereceu suporte para a fuga de uma liderança criminosa apontada como integrante do grupo baiano.

Edmilson Rosas Lima, apontado pelas autoridades da Bahia como liderança do Bonde do Maluco, foi preso na última sexta-feira (25) em um imóvel de alto padrão na Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Repatriação, deflagrada pelo Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Bahia em conjunto com as forças paulistas.

No apartamento onde o suspeito estava escondido, os investigadores localizaram documentos falsos, aparelhos celulares e uma BMW modelo X3, avaliada em mais de R$ 300 mil. Contra Edmilson existem mandados de prisão em aberto pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e homicídio, além de uma prisão em flagrante por uso de documento falso.

A relação entre as facções

A investigação busca confirmar se o apoio ao foragido — que incluiu moradia de luxo, veículo, comunicação e o fornecimento de uma nova identidade — foi financiado pelo PCC. Segundo o levantamento policial, o criminoso passou um período migrando entre a capital paulista e o litoral do estado para evitar a captura.

Autoridades da Bahia afirmam que o preso comandava o tráfico de drogas no bairro Arenoso, em Salvador. Ele é apontado como braço direito de Cleber Santos da Silva, o Keu, líder principal do Bonde do Maluco, que está preso desde 2023 em uma ação realizada na zona sul de São Paulo.

O diretor do Denarc da Bahia, Ernanes Reis Júnior, destacou que a integração entre as polícias da Bahia e de São Paulo é fundamental para o enfrentamento de organizações com atuação interestadual. Os dispositivos eletrônicos apreendidos serão analisados pelo departamento cibernético da Polícia Civil da Bahia para avançar nas apurações.

Histórico de parceria

A conexão entre os grupos já havia sido alvo de monitoramento. Em junho deste ano, durante a Operação Covo de Arenque, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) no interior do estado, promotores encontraram informações sobre a parceria firmada entre o PCC e o Bonde do Maluco.

Além da prisão em Praia Grande, a operação conjunta também resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão na comunidade de Paraisópolis, na capital paulista. A ação visava familiares de outro criminoso baiano que possui 16 mandados de prisão em aberto e segue sendo procurado pelas autoridades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.