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Taubaté

Justiça decreta prisão preventiva de bombeiro que matou estudante em Taubaté

Decisão da Justiça de São Paulo atende recurso do Ministério Público após liberação de suspeito envolvido em briga de trânsito

Por Redação Diário Local

A Justiça de São Paulo decretou, nesta sexta-feira (2), a prisão preventiva do bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos. Ele é acusado de matar a tiros o estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23, durante uma briga de trânsito em Taubaté, no interior paulista.

A decisão foi tomada pela 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) após recurso apresentado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). O órgão recorreu de uma decisão anterior que havia concedido liberdade provisória ao investigado durante a audiência de custódia.

A relatora do caso, a desembargadora Gilda Alves Barbosa Diodatti, concedeu a liminar e determinou a expedição do mandado de prisão contra o militar. O entendimento anterior era de que não existiam elementos suficientes para justificar a prisão preventiva no momento da audiência.

Restrições para o cumprimento do mandado

Apesar da determinação da Justiça, a prisão só poderá ser cumprida a partir da próxima terça-feira (6). A medida deve respeitar o artigo 236 do Código Eleitoral, que impede a custódia de eleitores no período de cinco dias antes da eleição até 48 horas após o fim da votação, salvo exceções previstas em lei.

O crime ocorreu na quarta-feira (30), quando uma briga de trânsito terminou com o estudante de medicina sendo baleado. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Bruno corria por uma calçada com a mão no peito após os disparos.

O estudante de medicina não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O caso segue sob investigação detalhada para apurar as circunstâncias exatas do ocorrido e a dinâmica do conflito.

Polícia afasta tese de legítima defesa

A Polícia Civil informou que afastou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa de Marcos Paulo. De acordo com o boletim de ocorrência, não foram identificados elementos objetivos que demonstrassem que a vítima teria anunciado um assalto ou exibido uma arma de fogo.

Os investigadores ressaltaram que não foi localizada qualquer arma de fogo com o estudante ou no interior de seu veículo. Segundo o documento policial, os elementos disponíveis indicam que o investigado desembarcou de seu automóvel e se dirigiu até o veículo da vítima, aproximando-se da lateral antes de realizar os disparos.

As autoridades também destacaram que, ao contrário do alegado, não há indícios de que a vítima tenha saído do carro para intimidar ou perseguir o militar. O investigado deverá responder pelo crime de homicídio doloso.

Andamento das investigações

A perícia técnica deve analisar a quantidade total de disparos efetuados durante o episódio. A contagem inicial apontada pelas autoridades é de que foram realizados cinco tiros contra o estudante.

A Polícia Civil continua trabalhando na coleta de provas e depoimentos para concluir o inquérito sobre a morte de Bruno Hashimura San Juliano. O processo seguirá os trâmites judiciais para apurar a conduta do militar no momento do conflito.

O caso em Taubaté repercutiu devido à gravidade da dinâmica registrada pelas câmeras de monitoramento, que mostraram o momento em que a vítima tentou se deslocar após ser atingida.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.