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Segurança

Justiça decreta prisão preventiva de motociclista que atropelou mulher e crianças em Inhapim

Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva para motociclista que atropelou uma mulher e duas crianças embriagado.

Por Redação Diário Local

A Justiça converteu em preventiva a prisão do motociclista que atropelou uma mulher e duas crianças no bairro Santo Antônio, em Inhapim, no último domingo (16). O Ministério Público sustenta que o condutor, que apresentava sinais de embriaguez intensa, incorreu, em tese, em três tentativas de homicídio com dolo eventual.

O acidente ocorreu na tarde de domingo (16) e foi registrado por câmeras de segurança. Na ocasião, uma mulher de 28 anos caminhava pela rua com um bebê de oito meses no colo, enquanto uma criança de dois anos estava ao seu lado. A motocicleta, que transportava também um passageiro, atingiu os três pedestres.

As vítimas receberam socorro inicial e foram encaminhadas ao Hospital Municipal de Inhapim. Em seguida, a mulher foi transferida para o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, em Caratinga, e as duas crianças foram levadas para o Hospital Irmã Denise (Casu), na mesma cidade.

Segundo a Polícia Militar, o motociclista foi preso em flagrante no dia do ocorrido e encaminhado para a Delegacia de Caratinga. A motocicleta utilizada no atropelamento foi removida para um pátio devido a irregularidades no licenciamento do veículo.

O teste do bafômetro realizado com o condutor registrou 0,89 miligrama de álcool por litro de ar alveolar. O índice é superior ao limite de 0,34 mg/L, patamar a partir do qual a condução sob efeito de álcool é considerada crime de trânsito.

De acordo com o Ministério Público, o motociclista apresentava sinais visíveis de embriaguez, como dificuldade de equilíbrio, fala desconexa e alteração da capacidade psicomotora. O órgão argumentou que as circunstâncias do caso indicam que o condutor assumiu o risco de provocar um resultado letal.

O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro afirmou que a conduta ultrapassou os limites de uma simples imprudência no trânsito. Para a Promotoria, a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, diante do risco provocado pela condução de veículo em estado de embriaguez acentuada.

O enquadramento jurídico apresentado pelo Ministério Público é o de tentativa de homicídio com dolo eventual, que ocorre quando o agente assume o risco de produzir o resultado morte, mesmo sem a intenção direta de matar. Até o momento, não houve informações sobre a defesa do motociclista.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.