Bombeiro relata dificuldade emocional em resgate de helicóptero com Rick em Santa Catarina
Tenente do Corpo de Bombeiros descreveu a dimensão do acidente em Urubici e a dificuldade de manter o controle emocional durante a operação
Por Redação Diário Local
Um integrante do Corpo de Bombeiros que participou da operação de resgate após a queda do helicóptero que transportava o cantor Rick relatou o impacto emocional de chegar ao local do acidente. A aeronave caiu em uma área de mata de difícil acesso em Urubici, na Serra de Santa Catarina, e o acidente resultou na morte de todas as cinco pessoas que estavam a bordo.
Para alcançar os destroços da aeronave, as equipes de resgate precisaram percorrer um longo trecho a pé pela região de mata. O acidente ocorreu durante um voo que realizava o trajeto entre os municípios de Porto Belo e São Joaquim.
Em relato feito neste domingo (27), um tenente do Corpo de Bombeiros (CBM) detalhou a dificuldade de manter o controle emocional diante da gravidade da ocorrência. Segundo o profissional, embora haja um esforço para manter a frieza durante o atendimento, a dimensão da tragédia dificultou a tarefa.
O tenente afirmou que os militares tentam evitar que o sentimento tome conta durante o trabalho, mas admitiu que é difícil não ser impactado ao visualizar a magnitude do acidente e a perda de vidas no local.
O helicóptero havia desaparecido na última segunda-feira (21), durante o trajeto mencionado. Os destroços da aeronave foram localizados pelas equipes de busca no dia seguinte, na região de Urubici.
Além do cantor Rick, da dupla com Renner, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar de Souza e o videomaker Paulo Ricardo dos Santos Soares. As outras duas vítimas identificadas foram o piloto Antonio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo de Barros Teixeira.
A operação de socorro e busca foi realizada em uma área de geografia acidentada, o que exigiu esforço físico adicional das equipes de resgate para chegar ao ponto exato da queda.
A investigação sobre as causas da queda da aeronave deve seguir os protocolos padrão para acidentes aeronáuticos, após a localização da caixa-preta entre os destroços.
