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Artista Rivas Alves, referência do hip-hop no DF, morre aos 56 anos após luta contra o câncer

Membro do grupo Álibi e fundador da Casa do Hip-Hop de Ceilândia, artista enfrentava complicações de saúde nas últimas semanas.

Por Diário Local

O artista Rivas Alves, um dos principais nomes da cultura hip-hop no Distrito Federal, morreu neste domingo (5) aos 56 anos. A confirmação do falecimento foi feita pela família por meio de uma nota publicada nas redes sociais, que ressaltou o legado deixado pelo músico para o movimento e para a comunidade de Ceilândia.

Nas últimas semanas, Rivas enfrentava problemas de saúde que exigiram uma busca intensa por assistência médica. Segundo a equipe do artista, ele apresentou fortes dores na região pulmonar, extrema fraqueza, dificuldade para se alimentar e uma limitação progressiva da respiração.

A peregrinação por atendimento incluiu passagens por dois hospitais regionais, duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dois hospitais particulares. Durante o processo de internação, a equipe do músico relatou enfrentar dificuldades como a superlotação das unidades de saúde e a escassez de profissionais.

O diagnóstico inicial dos médicos foi de pneumonia. No entanto, enquanto recebia o tratamento para a infecção, Rivas foi submetido a exames e biópsias que confirmaram o diagnóstico de câncer.

Após superar o quadro de pneumonia, o artista iniciaria sessões de quimioterapia sob acompanhamento médico. Durante o período de tratamento, familiares e integrantes de sua equipe agradeceram as mensagens de apoio e orações enviadas por amigos e pela cena cultural do Distrito Federal.

Legado no hip-hop

Rivas Alves dedicou mais de 40 anos aos quatro elementos da cultura hip-hop: rap, breaking, grafite e DJ. Ele se tornou uma das maiores referências da cena periférica de Ceilândia, participando da construção do movimento desde os anos 1980.

Ao longo da trajetória, o artista atuou como B-boy, grafiteiro e rapper. Ele foi integrante do grupo Álibi, um dos pioneiros do rap no Distrito Federal, e apresentava o Rap Total Podcast, que abordava a história do hip-hop brasiliense.

Além da atuação artística, Rivas fundou a Casa do Hip-Hop de Ceilândia. Ele era reconhecido pelo trabalho de formação cultural e pelo incentivo a novos artistas, utilizando a arte como ferramenta de transformação social e atuação comunitária.

A família ainda não divulgou informações sobre o velório e o sepultamento do artista.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.