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Segurança

Adolescente sequestrada no Espírito Santo e levada à Bahia não era alvo inicial de criminosos

Investigação da Polícia Civil aponta que criminosos planejavam levar outra pessoa de uma família que recebeu prêmio da Mega-Sena

Por Redação Diário Local

Uma adolescente de 16 anos, sequestrada no Espírito Santo e localizada na Bahia, não era o alvo planejado por criminosos, informou a Polícia Civil. O grupo pretendia sequestrar outro familiar de um homem que teria ganhado um prêmio da Mega-Sena, mas, após enfrentar dificuldades para executar o plano original, acabou capturando a jovem.

A adolescente foi localizada no distrito de Posto da Mata, em Nova Viçosa, no extremo sul da Bahia, dois dias após o crime. Embora seja parente do ganhador do prêmio, a jovem não possui vínculo de consanguinidade com ele.

O sequestro ocorreu no dia 16 de março (16), em Barra de São Francisco (ES). Segundo as investigações, a adolescente estava na frente da residência onde mora quando foi abordada por dois homens encapuzados em um veículo, que a levaram do local.

A motivação do crime estaria ligada à descoberta de que um familiar do ganhador do prêmio havia recebido o valor da loteria. A partir desse fato, os criminosos planejaram a ação para levar uma pessoa específica da família, mas o alvo principal não foi alcançado.

De acordo com a Polícia Civil, a ordem para a realização do sequestro teria partido de um detento do presídio de Teixeira de Freitas, no sul da Bahia. O homem é apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho.

Uma mulher de 29 anos, investigada por participação no crime, foi presa nesta sexta-feira (11), em Teixeira de Freitas. Durante o cumprimento do mandado de prisão, os agentes apreenderam um aparelho celular que estava com a suspeita.

A investigada foi apresentada em uma unidade policial e permanece à disposição da Justiça. O caso segue sob investigação das autoridades para identificar outros envolvidos na ação.

As diligências continuam para apurar os detalhes da dinâmica do crime e a conexão entre o detento e os executores do sequestro.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.