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Goiás

Réu pela morte de corretora em Caldas Novas será julgado pelo Tribunal do Júri

Justiça manteve as qualificadoras de motivo torpe e meio cruel no caso da morte de Daiane Alves Souza em Caldas Novas

Por Redação Diário Local

O síndico Cleber Rosa de Oliveira, réu pelo assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves Souza, irá a júri popular em Caldas Novas (GO). Segundo a Justiça, a juíza responsável pelo caso manteve as três qualificadoras apontadas pelo Ministério Público: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, por meio de emboscada.

A decisão judicial também manteve a prisão preventiva de Cleber, negando um pedido de liberdade feito anteriormente pela defesa. Até o momento, não há uma data definida para a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri.

Daiane Alves Souza havia desaparecido em 17 de dezembro de 2025 (quarta-feira), no condomínio onde o réu trabalhava como síndico. O corpo da corretora foi localizado apenas 40 dias após o desaparecimento.

De acordo com as investigações, a vítima foi vista pela última vez por câmeras de segurança de um elevador enquanto se dirigia ao subsolo. O objetivo era verificar o quadro de energia de seu apartamento, que havia sido desligado propositalmente para atraí-la.

O crime teria ocorrido em um intervalo de apenas oito minutos, desde o ataque no subsolo até o descarte do corpo. O cadáver foi encontrado em uma área de mata situada a 15 km de Caldas Novas.

Nesta etapa do processo, a Justiça não determina a culpa do acusado, mas decide se o caso deve ser julgado por um Conselho de Sentença, formado por sete jurados. Cleber responde pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Posicionamento das partes

Em nota, a equipe de advogados que representa a família da vítima classificou a decisão como positiva. No entanto, os representantes ressaltaram que o entendimento judicial ainda pode ser objeto de recursos.

A defesa de Cleber afirmou que recebeu a decisão com tranquilidade. Os advogados argumentaram que a pronúncia não representa uma condenação definitiva, mas apenas o encaminhamento do processo para o julgamento pelo Tribunal do Júri.

O time jurídico do réu informou que ainda analisará o teor da decisão para avaliar a possibilidade de apresentar recurso dentro do prazo legal estabelecido.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.