Diário Local
Manaus

Vazamento de gás em fábrica de Manaus deixa 414 pessoas com sintomas e uma morte registrada

Incidente em fábrica petroquímica mobilizou Defesa Civil e Corpo de Bombeiros; prefeitura aplicou multas de quase R$ 10 milhões

Por Davy Albuquerque

Um vazamento de gás estireno em uma unidade da petroquímica Innova, no Distrito Industrial de Manaus, levou 414 pessoas a procurarem atendimento médico até a tarde de sexta-feira (17). O incidente ocorreu no fim da tarde de quarta-feira (15).

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, os atendimentos foram distribuídos entre hospitais particulares (200 pacientes), prontos-socorros e serviços públicos de urgência (157 pessoas) e unidades municipais (57 pessoas). A maioria dos pacientes apresentou sintomas leves, como desconforto respiratório e ardência nos olhos, recebendo alta em seguida.

Até o último levantamento, duas pessoas permaneciam internadas, sendo uma delas em uma unidade de terapia intensiva (UTI). As autoridades também registram uma morte no período, mas ainda investigam se há relação direta com o vazamento de gás na fábrica.

A Prefeitura de Manaus decretou estado de alerta e estabeleceu um gabinete de crise para monitorar o caso. Como medida de precaução, dez escolas municipais próximas à área afetada suspenderam as aulas, e as autoridades orientaram que moradores e trabalhadores evitem a região.

O município aplicou duas multas contra a empresa que, somadas, totalizam quase R$ 10 milhões. A primeira penalidade, de R$ 4,55 milhões (30 mil Unidades Fiscais do Município), é referente à emissão de gases e poluição do ar. A segunda, de R$ 5,34 milhões (35 mil unidades fiscais), trata da poluição do solo e de um corpo hídrico.

Em comunicado divulgado neste domingo (19), a Innova afirmou que a temperatura do tanque está controlada e que não há mais emissão de vapores. A companhia também contestou a existência de fissuras no equipamento, alegando que uma inspeção técnica realizada com as autoridades não identificou rachaduras.

Como atuam as autoridades?

Equipes da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros atuaram no resfriamento do tanque para conter novas reações químicas. O processo de fiscalização segue com a exigência de relatórios técnicos por parte do município.

A empresa poderá apresentar defesa jurídica e os documentos solicitados pelas autoridades para tratar das multas aplicadas. O monitoramento da qualidade do ar e do solo na região do Distrito Industrial permanece como prioridade para o gabinete de crise.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.