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Segurança

Polícia Civil denuncia vigilantes por morte e tortura de morador de rua no ES

Investigação aponta que grupo de seguranças planejava agressões e filmava torturas contra pessoas em situação de rua.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil denunciou nove pessoas por envolvimento no sequestro, tortura e morte de Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, um homem em situação de rua no Espírito Santo. De acordo com as investigações, o grupo de vigilantes utilizava mensagens de texto para planejar as agressões e compartilhar vídeos das vítimas sendo torturadas.

O crime que resultou na morte de Marcos ocorreu em março deste ano. Após a identificação de um furto em um edifício na Praia do Suá, em Vitória, os investigados realizaram um sequestro na madrugada de 17 de março (17).

A vítima foi levada para uma região de plantação de eucalipto, no município da Serra, onde morreu. O corpo de Marcos foi localizado pelas autoridades em 20 de abril.

Como funcionavam as agressões?

Segundo a Polícia Civil, os diálogos entre os suspeitos mostram que as agressões contra pessoas em situação de rua eram tratadas com naturalidade. Em áudios e mensagens, os participantes orientavam que, caso houvesse resistência, as vítimas deveriam ser levadas para locais sem câmeras e afastados para serem agredidas.

A investigação aponta que as ações eram filmadas e compartilhadas no grupo. Em um dos relatos, um dos envolvidos descreveu uma situação em que pessoas foram colocadas em um veículo e levadas para uma área próxima à praia, tratando o episódio como algo 'engraçado'.

Um dos acusados era identificado nos diálogos pelo apelido de "Tiradentes", devido à prática de usar alicates para arrancar dentes das vítimas durante as sessões de tortura. Imagens e fotos de Marcos imobilizado durante o procedimento foram encontradas pela polícia.

Quem são os denunciados?

Ao todo, nove pessoas foram denunciadas à Justiça. Oito dos envolvidos já estão presos, enquanto um dos suspeitos segue foragido. Entre os detidos estão oito rondistas, que mantinham vínculo de trabalho há pelo menos dois anos, e um coordenador de videomonitoramento, acusado de participar especificamente da ação que resultou na morte.

Os réus que estão presos são Gabriel dos Santos Amaral, Paulo Henrique Esteves Silva, Rafael de Souza Silva, Saimon Sales Cesar, Thiago Gonçalves, Ralson Amancio Chagas, Celso Henrique de Azevedo e Gabriel Fittipaldi. O suspeito Lucas Miguel Oliveira dos Santos é o único que permanece foragido.

A empresa de segurança onde os acusados trabalhavam prestou esclarecimentos à polícia e afirmou não ter conhecimento das condutas praticadas pelos funcionários. O caso continua sob apuração das autoridades.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.