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Balança comercial tem superávit de US$ 4,66 bilhões na 2ª semana de junho, com salto nas exportações

Exportações crescem 25,3% na segunda semana de junho e o saldo positivo da balança comercial avança 76,9% ante 2025, puxado por agro e minério.

Por Diário Local

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,66 bilhões na segunda semana de junho de 2026, um crescimento de 76,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados oficiais de comércio exterior. As exportações somaram US$ 16,37 bilhões, alta de 25,3%.

A balança comercial é a diferença entre o que o país vende (exporta) e o que compra (importa) do exterior. Quando as exportações superam as importações, há superávit, o que significa entrada líquida de dólares na economia.

Por que isso importa para o bolso?

Um saldo comercial forte ajuda a aumentar a oferta de dólares no país. Com mais moeda americana circulando, há uma tendência de alívio na cotação do dólar, o que pode reduzir a pressão sobre os preços de produtos importados e combustíveis.

Esse efeito, porém, é indireto e depende de muitos outros fatores, como os juros internacionais e o humor dos investidores.

Quais setores puxaram as vendas?

Na segunda semana de junho, o setor agropecuário cresceu 27,1% nas exportações, somando US$ 3,95 bilhões. A indústria extrativa, que inclui minério e petróleo, avançou 42,7%, com US$ 4,03 bilhões.

No acumulado de janeiro até a segunda semana de junho, as exportações cresceram 10,4%, para US$ 164,94 bilhões, e o superávit chegou a US$ 37,32 bilhões, alta de 37,1% sobre 2025.

O Banco Central projeta que a balança comercial deve fechar 2026 com superávit de US$ 73 bilhões, acima da estimativa anterior de US$ 64 bilhões.

O bom desempenho das exportações tem relação com a demanda externa por produtos agrícolas e minerais brasileiros.

Os dados de comércio exterior são divulgados periodicamente pelo governo e ajudam a medir a saúde das contas externas do país.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.