Carne bovina deve subir entre 7% e 10% em 2026 e pressionar a cesta básica, apontam projeções do setor
Projeções do setor apontam alta da carne bovina pressionando a cesta básica, por câmbio, ciclo da pecuária e exportações.
Por Diário Local
A carne bovina deve registrar alta entre 7% e 10% ao longo de 2026, segundo projeções do setor de alimentos. O movimento tende a pressionar a cesta básica das famílias, refletindo em frigoríficos, atacados e no varejo.
A carne é um dos itens que mais pesam no orçamento e na percepção de inflação das famílias brasileiras. Quando ela sobe, o impacto é sentido de imediato no supermercado e nas refeições do dia a dia.
Por que a carne está mais cara?
A alta decorre de uma combinação de fatores: o câmbio, que encarece insumos; o ciclo da pecuária, que altera a oferta de animais ao longo dos anos; as exportações aquecidas, que reduzem a quantidade disponível no mercado interno; e o clima, que afeta as pastagens.
Quando o Brasil exporta mais carne, sobra menos para o consumo dentro do país, o que pressiona os preços nas prateleiras.
O que já aconteceu com os preços?
Em março de 2026, o corte de acém havia subido 5,40%, segundo o índice oficial de preços. No mesmo período, o arroz registrou alta de 6,40% e o feijão-carioca, de 5,70%.
A inflação de alimentos tem sido um dos principais fatores a pressionar o índice oficial de preços nos últimos meses.
Para reduzir o impacto no orçamento, especialistas recomendam comparar cortes alternativos, pesquisar preços em diferentes estabelecimentos e aproveitar promoções.
Itens como ovos, frango e cortes mais baratos podem ajudar a equilibrar o cardápio em momentos de alta da carne bovina.
As projeções de preços são estimativas do setor e podem mudar conforme as condições de oferta e demanda ao longo do ano.
O comportamento dos alimentos é acompanhado de perto por seu peso na inflação e no bolso das famílias.
