Casas Bahia fecha linha de crédito de R$ 250 milhões com Banco do Brasil
Nova linha de crédito visa reforçar o caixa da varejista durante o processo de recuperação judicial da companhia.
Por Redação Diário Local
A Casas Bahia (BHIA3) obteve uma nova linha de crédito de até R$ 250 milhões com o Banco do Brasil para reforçar o caixa durante o processo de recuperação judicial da varejista. A operação foi comunicada ao mercado nesta quarta-feira (14).
O contrato firmado com a instituição financeira permite que a companhia realize a antecipação de valores de vendas de produtos e serviços que seriam recebidos em datas futuras. A medida busca garantir liquidez à empresa em meio ao seu atual cenário de reestruturação.
A aprovação do montante ocorreu pelo conselho de administração da varejista no dia 8 de outubro (08). A operação tem um prazo de validade determinado, podendo durar até 60 dias ou até que a Justiça autorize o processamento da recuperação judicial, o que ocorrer primeiro.
Este novo acordo substituirá um contrato que a empresa já mantinha com o Banco do Brasil. De acordo com as condições estabelecidas, os limites das duas operações não poderão ser utilizados de forma cumulativa ou somados.
Garantias e funcionamento da operação
Para assegurar o cumprimento do contrato, a Casas Bahia utilizará como garantia parte dos recebíveis de seus clientes. Além disso, a empresa oferecerá recursos que estão mantidos em uma conta vinculada ao Banco do Brasil.
As regras da operação estabelecem que a companhia deve manter garantias equivalentes a, no mínimo, 20% do valor nominal de todos os recebíveis que forem cedidos para a linha de crédito.
A estratégia de antecipação de recebíveis é uma prática comum para empresas que buscam otimizar o fluxo de caixa imediato. No caso da varejista, o recurso será direcionado para o suporte às atividades durante o período de transição jurídica.
O anúncio ocorre em um momento de movimentação no setor de varejo e no mercado de capitais, onde investidores acompanham de perto o cumprimento das obrigações fiscais e a gestão de dívidas de grandes grupos.
