Confiança do comércio atinge maior nível em 18 meses no início de 2026, mostra índice da FGV
Índice de confiança do comércio da FGV avança e atinge o maior patamar em 18 meses, puxado pelo otimismo com as vendas e a demanda em recuperação.
Por Diário Local
A confiança do comércio atingiu o maior nível em 18 meses no início de 2026, segundo o índice calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador saltou para 91,3 pontos, puxado pelo otimismo com as vendas e pela recuperação gradual da demanda.
Índices de confiança medem o humor de empresários e consumidores em relação à economia. Quando o comércio está mais confiante, há tendência de mais contratações, mais investimentos e mais movimento nas lojas, o que aquece a economia local.
O que puxou a alta?
O componente que mede as expectativas para os próximos meses subiu 4,6 pontos, chegando a 93,7 pontos, no quinto mês seguido de alta. As perspectivas de vendas para o trimestre seguinte alcançaram o maior patamar desde fevereiro de 2020.
Esse otimismo está ligado à recuperação do mercado de trabalho e ao crescimento do varejo popular, que vem ganhando força.
E o comportamento do consumidor?
Apesar da confiança maior no comércio, o consumidor segue mais cauteloso. Dados do setor apontam que a inflação persistente tornou as pessoas mais seletivas, com queda na fidelidade às marcas e atenção ao custo total da compra.
Com o orçamento apertado, o brasileiro aprendeu a pesquisar, comparar e negociar antes de comprar, valorizando preço justo e transparência.
O varejo popular, voltado a produtos de menor valor, mantém ritmo de crescimento e deve ganhar ainda mais espaço na economia ao longo de 2026.
Para o comerciante, a confiança em alta é um sinal de que a demanda pode reagir nos próximos meses.
Para o consumidor, a recomendação dos especialistas segue sendo planejar as compras e comparar preços antes de decidir.
Os índices de confiança são divulgados mensalmente e ajudam a antecipar tendências da economia.
