Diário Local
Economia

Saldo de crédito no Brasil cresce 0,3% em setembro e expansão anual desacelera para 8,3%

Segundo a Febraban, saldo total avança 0,3% no mês, mas ritmo de expansão em 12 meses cai para 8,3%.

Por Redação Diário Local

O saldo total de crédito no Brasil cresceu 0,3% em setembro de 2026 em comparação ao mês de agosto, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) nesta quinta-feira (22). Com o resultado, a expansão do crédito acumulada em 12 meses desacelerou, passando de 9,2% para 8,3%.

Apesar do leve avanço mensal no saldo, as concessões de crédito — o volume de novos empréstimos liberados — recuaram 3,2% no mês. O ritmo de crescimento das concessões em 12 meses também perdeu fôlego, caindo de 10,7% para 9,9%.

Crédito para famílias e empresas

No segmento de pessoas físicas, o saldo de recursos livres para as famílias subiu 0,2% em setembro e acumulou alta de 9,8% em 12 meses. A Febraban destacou que esse movimento foi sustentado pelo crédito rotativo, modalidade que gera atenção devido ao elevado endividamento das famílias. Nas mesmas carteiras, os financiamentos de veículos e o cartão à vista apresentaram recuo.

Já o crédito direcionado às famílias subiu 0,1% no mês, com suporte principal do setor imobiliário. O crédito rural, por sua vez, registrou desempenho fraco no início do Plano Safra 2026/27.

Para as pessoas jurídicas, o crédito livre avançou 1,0% no mês e 0,3% em 12 meses. O desempenho foi puxado por linhas externas e pelo desconto de recebíveis em razão do fechamento do trimestre, enquanto a linha de capital de giro registrou queda.

Nas operações direcionadas para empresas, o saldo subiu 0,3% no mês, com alta acumulada de 15,1% em 12 meses. A Febraban atribui o recuo no ritmo de expansão anual às perdas de fôlego nos recursos de fundos garantidores de programas do governo.

Impacto dos juros e inadimplência

A Diretoria de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban afirmou que a política monetária restrita provocou uma desaceleração relevante no crédito em setembro. Segundo a instituição, o acúmulo dos efeitos dos juros elevados atingiu o mercado com maior intensidade.

O levantamento também apontou uma deterioração na qualidade do crédito das famílias. A entidade alertou para uma possível trajetória de alta na inadimplência, visto que os consumidores estão utilizando o crédito rotativo em vez de linhas de crédito mais tradicionais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.