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Cultura Corporativa

Pressão por metas faz empresas sacrificarem cultura organizacional, aponta pesquisa

Estudo do Instituto QualiBest revela que 58% dos profissionais veem a cultura da empresa ser deixada de lado quando a pressão por resultados aumenta.

Por Redação Diário Local

A cultura organizacional é a primeira área a ser sacrificada pelas empresas quando a pressão por metas aumenta, de acordo com a pesquisa “Cultura na Prática”. O estudo, realizado pelo Instituto QualiBest, revelou que 58% dos profissionais entrevistados afirmam que os valores da companhia cedem diante da necessidade de atingir resultados.

A pesquisa ouviu 1.406 profissionais em todo o Brasil, abrangendo de analistas a diretores e executivos de grandes empresas. O levantamento aponta que, embora haja um consenso de que culturas fortes geram melhores resultados, a prática diverge do discurso quando o cenário de negócios se torna desafiador.

Entre as lideranças, o comportamento de abrir mão dos valores para priorizar o curto prazo é recorrente. Dos 809 respondentes que exercem funções de liderança, 41% admitem que renunciam a pontos importantes da cultura da empresa para cumprir metas. Além disso, 65% dos diretores e gerentes afirmam que gastos com capacitação e ações de bem-estar são os primeiros a serem cortados sob pressão.

Como a percepção da cultura varia entre os cargos?

O estudo mostra que o nível de confiança na prática da cultura varia drasticamente conforme a posição na hierarquia corporativa. Executivos de alto escalão (C-levels) e diretores são os mais otimistas, vendo a cultura aplicada em 60% dos casos.

No entanto, esse otimismo diminui à medida que se desce na estrutura. Entre gerentes, o índice de percepção positiva cai para 45%, enquanto coordenadores e supervisores relatam ver a cultura praticada em apenas 32% das vezes. No nível operacional, entre analistas e especialistas, o número chega a apenas 23%.

Qual o impacto da tecnologia e da IA na cultura?

A pesquisa também investigou a relação entre o ambiente de trabalho e a inteligência artificial (IA). Segundo o levantamento, 71% dos profissionais se dizem familiarizados com ferramentas de IA, e 45% declaram utilizá-las várias vezes ao dia.

Apesar do uso frequente, há um descompasso na preparação das empresas. Enquanto 69% dos profissionais se sentem prontos para usar a tecnologia, apenas 60% avaliam que a organização está preparada. Entre os líderes, o cenário é de alerta: 70% esperam ser demandados para conduzir o uso de IA em suas equipes, mas apenas 25% se sentem preparados para realizar essa transição.

Por fim, o estudo destaca que a cultura é um fator decisivo para a retenção de talentos. Para 79% dos entrevistados, a forma como os valores de uma empresa são praticados influencia a decisão de carreira, e 73% já tomaram decisões concretas — como pedir demissão ou recusar ofertas — baseadas nesse critério.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.