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Economia

Desemprego cai para 5,3% e atinge menor nível histórico para o período até agosto

Indicador do IBGE é o menor registrado na série histórica da Pnad Contínua para o intervalo de meses até agosto, aponta instituto.

Por Redação Diário Local

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto, o menor nível registrado para esse período na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (29).

O índice atual é inferior aos 5,6% registrados no trimestre encerrado em maio, que serve de base de comparação. O número também atingiu a expectativa do mercado financeiro, uma vez que a mediana das projeções coletadas pela Bloomberg previa exatamente o mesmo percentual de 5,3% para o período.

A taxa de desocupação já havia se estabilizado em 5,3% no trimestre móvel que terminou em julho. O IBGE, no entanto, ressalta que evita realizar a comparação direta entre intervalos que possuam meses repetidos, como ocorre agora entre os meses de julho e agosto.

Para ser considerada desempregada, a pessoa com 14 anos ou mais precisa estar efetivamente à procura de oportunidades de trabalho. Isso significa que não basta apenas não possuir um emprego; é necessária a busca ativa por uma ocupação nas estatísticas oficiais.

A pesquisa do órgão abrange tanto o mercado de trabalho formal — composto por trabalhadores com carteira assinada ou CNPJ — quanto o setor informal. Analistas de mercado observam que, embora o setor ainda demonstre força, há sinais de uma desaceleração no ritmo de crescimento.

Essa perda de fôlego ocorre em um cenário de juros elevados, utilizados para o controle da inflação no país. A divulgação do dado acontece em um momento de contexto político, antecedendo o primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para o próximo domingo (04).

Especialistas apontam que o desemprego em níveis baixos reflete o desempenho positivo da atividade econômica nos últimos anos, somado a medidas de estímulo do governo Lula (PT). Contudo, o cenário também é influenciado por mudanças demográficas, como o envelhecimento da população.

Com o envelhecimento, uma parcela maior de brasileiros deixa de buscar ocupação, o que reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, mas traz desafios para a Previdência devido ao aumento da demanda por aposentadorias. Outros desafios futuros citados incluem a informalidade, o trabalho por aplicativos, a "pejotização" e os impactos da inteligência artificial (IA) nas vagas iniciais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.