Dólar recua a R$ 5,15 com alívio externo, mas acumula alta de quase 3% no mês ante o real
Moeda americana cai 0,65% em relação à sessão anterior, mas o real perdeu força no acumulado do mês diante de tensões geopolíticas.
Por Diário Local
O dólar caiu para R$ 5,1518 em 19 de junho de 2026, uma queda de 0,65% em relação à sessão anterior, segundo dados de mercado. Apesar do recuo no dia, a moeda americana acumulou alta no mês, com o real enfraquecendo cerca de 2,74% no período.
A cotação do dólar afeta diretamente o bolso do brasileiro. Quando a moeda americana sobe, ficam mais caras viagens internacionais, compras importadas, combustíveis e diversos produtos que usam insumos vindos de fora, o que acaba pressionando a inflação.
O que explicou a oscilação?
Na semana, a taxa de câmbio variou entre uma máxima de R$ 5,19 e uma mínima de R$ 5,01. Os movimentos foram influenciados por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela diferença entre os juros praticados no Brasil e nos Estados Unidos.
Quando os juros americanos ficam relativamente altos, parte dos investidores prefere aplicar lá fora, o que tende a valorizar o dólar. No Brasil, os juros básicos vêm caindo, mas ainda estão em patamar elevado.
Como ficou o desempenho no período?
No acumulado de 12 meses, o real subiu 6,56% frente ao dólar, segundo os dados de mercado, apesar da perda recente.
O mercado financeiro projeta o dólar a R$ 5,20 no fim de 2026, conforme o boletim de expectativas reunido pelo Banco Central.
Para o consumidor, a recomendação dos economistas é evitar decisões precipitadas com base na variação de poucos dias, já que o câmbio é naturalmente volátil.
Quem tem despesas em dólar, como mensalidades ou assinaturas internacionais, costuma sentir o efeito da alta com algumas semanas de defasagem.
