Estrangeiros injetam R$ 13 bilhões na Bolsa após primeiro turno das eleições
Entrada de capital de investidores externos na B3 registra volume expressivo na semana seguinte ao primeiro turno das eleições presenciais.
Por Redação Diário Local
O fluxo de capital estrangeiro para a Bolsa brasileira registrou uma entrada de R$ 13,15 bilhões na semana seguinte ao resultado do primeiro turno das eleições presidenciais. O aporte de recursos ocorreu no período entre a segunda-feira (5) e a sexta-feira (9) de outubro.
Os dados, divulgados pela B3, indicam que o montante de recursos externos trazidos para o país superou o observado em grande parte dos meses positivos de 2026. O movimento foi impulsionado por uma entrada de R$ 10 bilhões registrada apenas na segunda-feira (5), ritmo que se manteve durante o restante da semana.
Ao considerar também as duas primeiras sessões de outubro, realizadas antes das eleições, o total de entrada soma R$ 15,75 bilhões. Até o momento, esse valor é o segundo maior registrado em outubro, ficando atrás apenas de janeiro, que apresentou R$ 26,47 bilhões em sete sessões.
Em relatório publicado nesta quarta-feira (14), a XP projeta que o otimismo com os fluxos de capital, tanto estrangeiro quanto local, deve continuar. A análise aponta que o capital de fora deve seguir como o principal motor do mercado financeiro, mesmo após a aceleração recente dos dados.
Para os analistas da instituição, ainda há espaço para que os investidores estrangeiros aumentem sua exposição em ativos brasileiros. A projeção utiliza como referência o patrimônio do EWZ, o principal ETF de Brasil, que soma US$ 13 bilhões.
A força da Bolsa também pode não depender exclusivamente do entusiasmo externo. Embora o capital estrangeiro represente atualmente 62,88% da participação dos investidores — o maior patamar histórico, segundo a B3 —, há potencial para o crescimento do fluxo local.
O investidor local detinha 9,91% da participação na Bolsa até o dia nesta sexta-feira (9). Segundo a XP, a tendência é que esse público também aumente sua exposição à medida que a trajetória de queda dos juros avance.
A instituição destaca que o mercado de investimentos no Brasil soma R$ 12 trilhões, mas a alocação em ações representa apenas 6%, patamar próximo das mínimas históricas. De acordo com o estudo, o retorno da alocação para 10% poderia significar uma entrada de R$ 300 bilhões a R$ 600 bilhões em ações.
