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Fed mantém juros dos EUA entre 3,5% e 3,75% pela quarta vez seguida, em decisão unânime

Banco central americano segura a taxa de juros pela quarta reunião seguida, em meio à inflação ainda alta e à guerra com o Irã, em decisão unânime.

Por Diário Local

O Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, manteve os juros do país entre 3,5% e 3,75% ao ano em decisão unânime anunciada em 17 de junho de 2026. Foi a quarta reunião seguida do comitê com a taxa inalterada.

Embora seja uma decisão tomada em outro país, os juros americanos influenciam diretamente a economia brasileira. Quando a taxa nos EUA fica alta, parte dos investidores prefere aplicar lá, o que pode pressionar o dólar e encarecer produtos importados no Brasil.

Por que o Fed segurou a taxa?

O comitê destacou que a economia americana segue crescendo apesar da incerteza causada pela guerra com o Irã. Apontou ainda que a produtividade e o investimento apresentam forte expansão e que o mercado de trabalho acompanha o crescimento da população.

Por outro lado, o Fed afirmou que a inflação permanece alta por causa de choques na oferta de energia e em outros setores, o que justifica a cautela em não cortar os juros.

O que muda no comando?

Esta foi a primeira decisão de juros com Kevin Warsh à frente da autoridade monetária americana. Ele foi indicado para substituir Jerome Powell.

Segundo as projeções divulgadas, nove membros do Fed avaliam que as condições econômicas justificam pelo menos uma alta de juros ainda neste ano, e parte deles defende mais de um aumento.

A perspectiva de juros mais altos nos EUA tende a fortalecer o dólar globalmente, o que afeta o câmbio em mercados emergentes como o brasileiro.

Para o consumidor no Brasil, o efeito é indireto, mas chega via preço do dólar e dos produtos importados.

O comitê americano volta a se reunir nas próximas semanas para reavaliar a política de juros.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.