Caixa antecipa saque-aniversário do FGTS para demitidos e libera saldos antes bloqueados em junho
Banco libera, a partir de junho, saldos do FGTS que estavam travados por contratos de antecipação para trabalhadores demitidos.
Por Diário Local
A Caixa Econômica Federal começou a liberar, a partir de 1º de junho de 2026, saldos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que estavam bloqueados por contratos de antecipação do saque-aniversário, beneficiando trabalhadores demitidos.
O FGTS é uma poupança obrigatória depositada pelo empregador, à qual o trabalhador costuma ter acesso em situações como a demissão sem justa causa. O saque-aniversário, porém, mudava essa lógica para quem aderia a ele.
Qual era o problema?
Quem optava pelo saque-aniversário sacava uma parte do fundo todo ano, mas perdia o direito de retirar todo o saldo ao ser demitido. Em muitos casos, esses valores ficavam ainda mais travados por causa de contratos de antecipação, em que o trabalhador adiantava parcelas futuras junto a bancos.
Com a mudança, os saldos que estavam bloqueados por esses contratos passam a ser liberados para os demitidos a partir de junho.
O que mudou nas regras?
O Conselho Curador do FGTS reformulou o saque-aniversário desde novembro de 2025. Até novembro de 2026, o valor máximo da parcela antecipada é de R$ 500, com possibilidade de antecipar até cinco parcelas anuais.
Passou a valer também uma carência de 90 dias: quem aderir ao saque-aniversário precisa aguardar esse prazo antes de contratar a antecipação.
Como alternativa de crédito, ganhou força o consignado, descontado diretamente da folha de pagamento, e não do FGTS.
Para saber se há saldo disponível, o trabalhador pode consultar o aplicativo do FGTS com seus dados pessoais.
As mudanças buscam dar mais proteção ao trabalhador demitido, que costuma depender do fundo nesse momento.
A recomendação dos especialistas é avaliar com cuidado a adesão ao saque-aniversário, pesando a necessidade de acesso ao saldo em caso de demissão.
