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Finanças

Fundo do Banco Master impede resgate de R$ 481 milhões do Rioprevidência

Administradora alega falta de liquidez para suspender resgate de recursos que pertencem aos aposentados do estado do Rio de Janeiro.

Por Redação Diário Local

O fundo de investimento Revolution, vinculado ao Banco Master, suspendeu o resgate de R$ 481 milhões pertencentes ao Rioprevidência. A medida impediu que o órgão responsável pelas aposentadorias e pensões dos servidores do estado do Rio de Janeiro recebesse os recursos, cuja retirada estava prevista para a próxima domingo (17).

A suspensão ocorreu apesar de uma ordem judicial da 10ª Vara da Fazenda Pública da capital fluminense, que proibia medidas para impedir ou atrasar a operação. O fundo é administrado pela Master Corretora e teve sua gestão alterada em fevereiro deste ano, quando a responsabilidade passou da Acura para a Versal Finance.

O fechamento do fundo para resgates aconteceu na segunda-feira (5), 12 dias antes da data programada para o pagamento. Em comunicado, a administradora informou que todos os pedidos de retirada que ainda dependiam de conversão de ativos seriam cancelados.

Em documento, os advogados do Rioprevidência acusam os responsáveis pelo fundo de descumprir a decisão judicial. A Procuradoria do Estado sustenta que o bloqueio frustrou a retirada dos valores e agrava os danos ao patrimônio público destinado aos servidores estaduais.

O órgão afirma que o montante de quase meio bilhão de reais permanece retido em uma "carteira opaca, ilíquida e superavaliada". Segundo o Rioprevidência, o impacto é considerado intolerável, uma vez que os recursos possuem natureza de verba alimentar para aposentados e pensionistas.

Diante do impasse, o Rioprevidência solicitou à Justiça a substituição da administração e da gestão do fundo. O órgão também pediu a suspensão do pagamento de taxas às empresas envolvidas até que o patrimônio público seja integralmente recomposto.

Por outro lado, a Master Corretora nega ter criado obstáculos para o resgate. A administradora argumenta que a decisão de fechar o fundo para novos resgates partiu da gestora Versal Finance, devido à falta de liquidez dos investimentos da carteira.

A defesa sustenta que os ativos do fundo não podem ser convertidos em dinheiro de imediato e que uma venda forçada poderia causar prejuízos aos investidores. A administradora afirma que os recursos serão usados para despesas e que a devolução aos cotistas será feita de forma gradual, conforme os investimentos se transformarem em caixa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.