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Economia

Investidores avaliam riscos de apostar em rali da Bolsa antes do segundo turno das eleições

Especialistas alertam que euforia do mercado pode esconder riscos de perda de capital e volatilidade após o resultado das urnas.

Por Redação Diário Local

O mercado financeiro brasileiro analisa os riscos de montagem de posições visando um eventual rali da Bolsa após o segundo turno das eleições, previsto para 25 de outubro. Especialistas recomendam cautela, especialmente para investidores de curto prazo, devido à volatilidade que pode seguir o resultado das urnas.

O Ibovespa registrou sua melhor semana desde 2020, fechando em nível recorde na última sexta-feira (9), acima dos 209 mil pontos. Esse movimento foi impulsionado por projeções de favoritismo para a oposição e pela entrada de aproximadamente R$ 10 bilhões de capital estrangeiro após o primeiro turno.

Quais são os principais riscos para o investidor?

De acordo com analistas do setor, o investidor que tenta antecipar o movimento do segundo turno enfrenta desafios como pagar caro por um cenário que já está precificado no mercado. Existe também o risco de o cenário se inverter, seja pelo resultado das urnas ou por fatores externos, como juros nos Estados Unidos e conflitos geopolíticos.

Outro ponto de atenção é a realização de lucros: se o resultado esperado se confirmar, a venda em massa de quem quer garantir o ganho pode derrubar os preços logo após a votação. Além disso, há o risco de não conseguir sair da posição a tempo, uma vez que a votação ocorre em um domingo e as reações no mercado só acontecem na abertura de segunda-feira (27).

A concentração da carteira em um único desfecho também é um alerta. Ativos sensíveis aos juros, como bancos e varejo, e as empresas estatais são os mais expostos ao resultado das urnas, o que pode gerar desequilíbrio caso a aposta não se concretize.

Como o mercado pode reagir ao resultado?

O cenário de continuidade do fluxo estrangeiro poderia levar o Ibovespa a testar os 215 mil pontos, uma alta de cerca de 2,9% sobre o último fechamento. Por outro lado, uma reversão para os níveis anteriores ao primeiro turno, na casa dos 192,1 mil pontos, representaria uma queda de aproximadamente 8%.

Economistas observam que a vantagem de um candidato pode ser reversível, tratando o segundo turno como uma nova disputa. O histórico recente mostra que o dólar e a Bolsa apresentam comportamentos voláteis entre o primeiro e o segundo turno, dependendo do contexto global e doméstico.

Para proteger o capital, especialistas recomendam que recursos destinados a emergências ou uso imediato permaneçam em aplicações de baixo risco e liquidez diária. Para quem deseja evitar a oscilação direta da disputa eleitoral, o Tesouro Selic é apontado como uma alternativa para manter o investidor no mercado com menor exposição.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.