Ministério dos Transportes projeta 11 leilões de rodovias para 2027
Projetos contemplam 4,4 mil km de estradas nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste, com previsão de R$ 102,7 bilhões em investimentos
Por Redação Diário Local
O Ministério dos Transportes projeta realizar 11 leilões de concessões rodoviárias em 2027. A carteira, apresentada nesta quinta-feira (15), contempla 4.455,68 km de rodovias federais em oito estados das regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
Os projetos envolvem tanto novas concessões quanto a otimização de contratos já existentes. O governo estima um total de R$ 102,7 bilhões em investimentos e despesas operacionais ao longo dos contratos, sendo R$ 54,87 bilhões para obras e R$ 47,82 bilhões para custos de operação.
De acordo com o cronograma divulgado pelo órgão, a publicação dos editais deve ocorrer entre março e setembro de 2027, com os leilões previstos para o período de junho a dezembro.
Como serão distribuídos os projetos?
Dos 11 projetos apresentados pelo ministério, nove são resultado de novos estudos de concessão. Os outros dois correspondem à otimização contratual de rodovias específicas: a Transbrasiliana (BR-153/SP) e a Planalto Sul (BR-116/PR/SC).
A medida faz parte de uma estratégia para ampliar a participação da iniciativa privada na administração e nos investimentos em rodovias federais. Segundo o Ministério dos Transportes, entre 2023 e outubro de 2026, já foram realizados 25 leilões de concessões, totalizando 12.198 km de estradas e um volume anunciado de R$ 283,8 bilhões.
A projeção é que o governo finalize 2026 com 29 leilões realizados desde 2023. Com os novos certames previstos para 2027, o número deve chegar a 40, totalizando aproximadamente 19.415 km de rodovias e R$ 440 bilhões em investimentos e despesas operacionais.
Aceleração de investimentos
O ministério também aponta um aumento no ritmo de aportes privados no setor de infraestrutura. Entre 1993 e 2022, o investimento anual médio em rodovias foi de R$ 4,8 bilhões.
Para o período entre 2023 e 2029, a projeção é de R$ 218 bilhões em investimentos, o que representa uma média de R$ 31,1 bilhões por ano. Caso as estimativas se confirmem, o ritmo anual de investimentos será 6,5 vezes maior do que o registrado nas três décadas anteriores.
