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Mercado de Trabalho

Medicina lidera taxa de empregabilidade entre recém-formados, aponta pesquisa nacional

Pesquisa IASE 2026 mostra que 95,3% dos graduados em Medicina estão trabalhando entre 9 e 19 meses após a colação de grau

Por Redação Diário Local

A área de Medicina lidera o índice de empregabilidade entre recém-formados no Brasil, conforme aponta a quinta edição do Indicador ABMES/Symplicity de Empregabilidade (IASE 2026). Segundo o levantamento, 95,3% dos graduados em Medicina estão trabalhando entre 9 e 19 meses após a colação de grau.

A pesquisa ouviu 10.317 recém-formados de 99 instituições de ensino superior em todo o país. O estudo mostra que o caminho entre o diploma e a inserção no mercado pode variar significativamente conforme a carreira escolhida, com uma diferença de até 22,8 pontos percentuais entre as áreas com maior e menor ocupação no topo da lista.

Além de Medicina, as áreas de Engenharia e Construção, com 89,4% de trabalhadores, e Negócios e Administração, com 86%, aparecem como as seguintes na sequência de empregabilidade. No cenário geral dos entrevistados, 85,2% estavam trabalhando no período de 9 a 19 meses após a formatura.

Como os recém-formados estão atuando no mercado?

Dos profissionais que estavam trabalhando no período pesquisado, 67,2% exerciam atividades na própria área de formação. Outros 9,4% atuavam em áreas distintas por escolha pessoal. A taxa de inserção favorável no mercado — que soma quem conseguiu emprego na área e quem trabalha fora por opção — ficou em 76,6%.

Em relação ao tipo de vínculo profissional, 49,6% possuíam emprego formal no setor privado, com renda média de R$ 5.227. Profissionais liberais ou autônomos representaram 20,3% do grupo (R$ 5,9 mil de média), seguidos por empregos formais no setor público (16,8%, com R$ 5.944) e empresários (5,5%, com R$ 8.104).

Qual a importância do diploma de ensino superior?

De acordo com Gabriel Modica Custodio, diretor nacional da Symplicity e líder do Comitê da Pesquisa de Empregabilidade IASE, o índice de empregabilidade permanece estável em comparação ao ano anterior. O diretor ressalta que o diploma continua sendo um diferencial competitivo relevante.

Custodio aponta que, no Brasil, profissionais com ensino superior possuem uma renda média cerca de duas vezes e meia superior à de quem possui apenas o ensino médio. Ele observa ainda que apenas 24% dos jovens entre 25 e 34 anos possuem diploma universitário, o que torna a formação um recurso ainda escasso.

Apesar dos números, o diretor alerta que a escolha da graduação não deve se basear apenas no desempenho atual de cada profissão, uma vez que as exigências das empresas passam por transformações constantes.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.