Minidólar tem vencimento de contrato nesta quarta (30) e foco em dado de inflação dos EUA
Vencimento do contrato WDOV26 ocorre nesta quarta-feira (30); mercado aguarda índice de preços PCE para leitura de juros
Por Redação Diário Local
Os contratos de minidólar com vencimento em outubro (WDOV26) encerraram a sessão de terça-feira (29) com queda de 0,43%, cotados a 5.203 pontos. O movimento ocorre em um dia de transição para o mercado, marcado pelo vencimento do contrato atual nesta quarta-feira (30), que desloca o foco das negociações para o vencimento de novembro (WDOX26).
Na última sessão, o dólar à vista também apresentou recuo, fechando em queda de 0,25%, aos R$ 5,2132. O desempenho da moeda americana no Brasil acompanhou uma perda de força no exterior, onde o dólar recuou diante de divisas emergentes e seguiu o movimento de queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries).
Para os operadores de minidólar nesta quarta-feira (30), o principal ponto de atenção é a divulgação do índice de preços PCE nos Estados Unidos. O indicador de inflação é crucial para balizar as apostas sobre a trajetória dos juros pelo Federal Reserve, com a probabilidade de novos aumentos nas taxas para outubro superando os 70%.
Além do cenário americano, o mercado local mantém o radar voltado para o noticiário político e para o impacto de novas pesquisas eleitorais. Outro dado importante para a volatilidade do contrato será o relatório de empregos dos Estados Unidos, previsto para esta sexta-feira (02).
Como funciona a transição de contratos?
Com o vencimento do contrato WDOV26 na quarta-feira (30), as atividades de negociação passam a se concentrar no minidólar com vencimento para novembro, identificado pelo código WDOX26. Esse processo é padrão no mercado de futuros para garantir a continuidade da liquidez dos ativos.
No curto prazo, a análise técnica indica um enfraquecimento do minidólar, uma vez que o ativo encerrou a última sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos. Para que a correção ganhe força, será necessário o rompimento de suportes localizados entre 5.198 e 5.183 pontos.
Caso a pressão vendedora vença e o contrato perca essas faixas, existem alvos de queda em direção aos 5.166,5 e 5.151,5 pontos, podendo atingir regiões mais longas próximas a 5.128 pontos. No gráfico de 60 minutos, a média de 200 períodos, situada em 5.159 pontos, aparece como um suporte técnico relevante.
Por outro lado, a retomada da alta dependerá do volume comprador e da superação de resistências situadas entre 5.221 e 5.242,5 pontos. Caso o movimento de alta seja intensificado, o ativo poderá buscar novos patamares, com alvos iniciais na região de 5.257 a 5.268 pontos.
