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Economia

Entrada de 13 milhões de mulheres no mercado de trabalho pode elevar PIB em 2,2%, aponta FGV

Estudo da FGV indica que a inclusão de 13 milhões de mulheres pode injetar R$ 284 bilhões na economia brasileira.

Por Redação Diário Local

A entrada de 13 milhões de mulheres que hoje permanecem fora do mercado de trabalho devido a tarefas de cuidado pode elevar o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2,2%. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), a inclusão desse grupo na economia poderia acrescentar R$ 284 bilhões ao país.

O levantamento foi realizado pelas pesquisadoras Isabela Duarte Kelly e Hildete Pereira de Melo, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) de 2025. O estudo aponta que 42,8 milhões de mulheres estão fora da força de trabalho no Brasil atualmente.

Dentre essas mulheres, 13 milhões afirmam que não trabalham nem buscam emprego por precisarem se dedicar exclusivamente aos afazeres domésticos e aos cuidados com filhos, idosos e outros familiares. Em média, esse grupo dedica 32 horas semanais a essas atividades, sem receber nenhuma remuneração.

Para chegar aos valores econômicos, as pesquisadoras calcularam quanto essas mulheres poderiam receber em ocupações remuneradas, respeitando o nível de escolaridade de cada uma. O ganho bruto estimado para 2025 é de R$ 320,3 bilhões.

Qual o impacto líquido na economia?

O estudo aplica um ajuste no cálculo para considerar os impactos fiscais. Descontando R$ 36 bilhões referentes aos benefícios do Bolsa Família que deixariam de ser pagos, o impacto líquido projetado para a economia brasileira chega a R$ 284 bilhões.

As pesquisadoras defendem a criação de políticas públicas que facilitem a conciliação entre o trabalho e as responsabilidades domésticas. Entre as medidas sugeridas estão a ampliação da rede de creches, a oferta de escolas em tempo integral e a implementação de centros-dia para idosos.

Perfil e evolução da participação feminina

O levantamento destaca ainda um recorte de raça e cor: a maioria das 13 milhões de mulheres que permanecem fora do mercado devido ao trabalho de cuidado é composta por pessoas pretas e pardas.

Sobre o histórico de ocupação, o estudo mostra que a participação feminina na força de trabalho avançou pouco na última década. Em 2012, o índice de participação era de 52%, chegando a 53% em 2025.

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