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Opep+ aprova aumento de produção de petróleo para agosto de 2026

Aliança decide ampliar oferta global em 188 mil barris por dia em meio à queda nos preços do petróleo Brent

Por Diário Local

A Opep+ aprovou um novo aumento nas cotas de produção de petróleo, com um acréscimo de 188 mil barris por dia a partir de agosto de 2026. A decisão foi oficializada pelo grupo em comunicado publicado neste domingo (5).

A medida amplia a oferta global do combustível em um momento de queda nos preços internacionais. O movimento ocorre simultaneamente à reabertura gradual do estreito de Ormuz, ponto estratégico para o comércio de energia.

O grupo informou que a nova diretriz passará a vigorar no próximo mês. O anúncio foi feito após uma reunião virtual realizada entre os sete membros centrais da aliança.

A decisão corrobora uma tendência de alta na oferta liderada pelo bloco. Desde o mês de abril, a Opep+ já havia elevado suas cotas em quase 800 mil barris por dia ao longo dos meses de abril a julho.

Os preços do petróleo Brent, principal referência do mercado, apresentam recuo recente. Na última sexta-feira (3), a cotação do barril estava em US$ 72,12.

O valor atual reflete uma queda significativa em comparação ao período anterior. Quando a passagem pelo estreito de Ormuz estava fechada, os preços superavam os US$ 120 por barril.

Em nota oficial, os membros da aliança afirmaram que continuarão monitorando e avaliando as condições do mercado. O objetivo é apoiar a estabilidade do setor de energia.

A organização reforçou a importância de adotar uma postura cautelosa nas próximas etapas. O grupo pretende manter total flexibilidade para gerir a produção global.

Essa flexibilidade permite que os países decidam por aumentar, pausar ou reverter gradualmente os ajustes voluntários de produção. A estratégia busca responder rapidamente às oscilações de demanda e oferta.

A Opep+ é uma organização que reúne grandes produtores mundiais. A estrutura atual conta com a participação de Arábia Saudita e Rússia.

Além dessas potências, o grupo é composto por Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã. A coordenação entre esses membros é fundamental para o controle da produção mundial.

A reabertura do estreito de Ormuz tem sido um fator determinante para o cenário econômico. A facilidade no fluxo de navios impacta diretamente o equilíbrio entre oferta e demanda.

O monitoramento contínuo é a principal diretriz adotada para evitar volatilidade excessiva. As decisões da aliança seguem acompanhando de perto o comportamento do Brent e de outros indicadores.

Com as novas cotas, a oferta global de petróleo deve apresentar um incremento contínuo a partir de agosto. O mercado agora aguarda os efeitos práticos desse aumento no fluxo de barris no mercado internacional.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.