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Economia

PIB dos Estados Unidos cresce 2,2% no segundo trimestre de 2026, aponta órgão oficial

Nova estimativa do Bureau of Economic Analysis mostra aceleração impulsionada por investimento e consumo.

Por Redação Diário Local

O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos apresentou crescimento de 2,2% no segundo trimestre de 2026, de acordo com a terceira estimativa divulgada nesta quarta-feira (30) pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O resultado representa uma elevação de 0,7 ponto percentual em comparação com a estimativa preliminar divulgada anteriormente.

A revisão para cima foi impulsionada por ajustes nos componentes de investimento, nos gastos do consumidor e nos gastos do governo. Com o novo dado, a expansão da economia americana acelerou levemente em relação ao crescimento anualizado de 2,1% registrado no primeiro trimestre de 2026.

Como funcionou o crescimento por setores?

Pela ótica da indústria, o avanço do indicador refletiu um crescimento de 2,5% no valor adicionado real dos setores privados de serviços e de 2,3% nos setores privados produtores de bens. Em contrapartida, o setor governamental registrou uma expansão inferior a 0,1%.

Os segmentos que mais contribuíram para o resultado positivo foram imóveis e locação, tecnologia da informação, manufatura de bens duráveis e serviços financeiros e de seguros. Por outro lado, as atividades de transporte e armazenagem, o comércio varejista e a manufatura de bens não duráveis registraram queda, atuando como freios ao crescimento econômico.

As vendas finais reais ao setor privado doméstico, que somam os gastos do consumidor e o investimento fixo privado bruto, avançaram 4,6% no período. Esse número também foi revisado 0,4 ponto percentual para cima em relação à estimativa anterior.

O que dizem os dados de renda e inflação?

A renda interna bruta real (GDI) subiu 2,6% no segundo trimestre, uma revisão de 0,4 ponto percentual para cima. A média entre o PIB real e a GDI real ficou em 2,4%, com revisão positiva de 0,6 ponto percentual.

Os lucros corporativos provenientes da produção corrente, medidos com ajustes de inventário e consumo de capital, somaram US$ 384 bilhões no trimestre. No entanto, em relação à estimativa anterior, esse valor foi revisado para baixo em US$ 16,9 bilhões.

Sobre a inflação, o índice de preços para compras internas brutas avançou 5,6% no segundo trimestre, com uma revisão de 0,2 ponto percentual para baixo. O índice de preços de gastos com consumo pessoal subiu 5,0%, com revisão de 0,3 ponto percentual para baixo, enquanto o PCE (excluindo alimentos e energia) cresceu 3,3%, também com revisão negativa de 0,3 ponto percentual.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.