Varejo lidera alta na Bolsa após o 1º turno das eleições com queda de juros
Ações de empresas de consumo e de alta alavancagem subiram na semana de 5 a nesta sexta-feira (9) com a queda da curva de juros.
Por Redação Diário Local
As ações de empresas ligadas ao varejo e ao consumo registraram as maiores altas na Bolsa brasileira após o primeiro turno das eleições. Na semana de 5 a nesta sexta-feira (9), o Ibovespa subiu 8,82% e alcançou o recorde de fechamento de 209 mil pontos.
O resultado do pleito impulsionou o mercado financeiro. A expectativa de um governo com maior disciplina nas contas públicas fez com que a curva de juros caísse cerca de 1,5 ponto percentual no mesmo período.
Quais empresas tiveram maior alta?
Com a perspectiva de juros mais baixos no futuro, a ação da Magazine Luiza subiu 60,58% na semana, posicionando-se como o papel de maior valorização após o primeiro turno. Na sequência do desempenho, destacam-se as empresas Vamos e Smart Fit.
No segmento de varejo, as companhias Azzas e C&A também figuraram entre os destaques positivos. O setor educacional, que possui sensibilidade à curva de juros, registrou altas superiores a 30% para as empresas Cogna e Yduqs.
Impacto na alavancagem e dívidas
Empresas com alta alavancagem — aquelas que utilizam recursos de terceiros, como empréstimos e financiamentos, em sua estrutura de capital — foram beneficiadas pelo movimento. A queda nos juros pode aliviar despesas financeiras e melhorar o resultado dessas companhias.
Entre as empresas beneficiadas pelo cenário estão a Vamos e a Localiza. A Cosan, por sua vez, passou a reavaliar a venda de ativos diante da melhora das condições de mercado e da redução de sua dívida pela metade no último ano.
Desempenho da MRV
A MRV divulgou a prévia de seus resultados operacionais do 3º trimestre de 2026, o que contribuiu para a alta de suas ações. A companhia apresentou geração de caixa de R$ 456 milhões, influenciada pela venda de ativos nos Estados Unidos.
Nos últimos 12 meses, a unidade de incorporação da MRV registrou geração de caixa de R$ 130 milhões, revertendo o cenário de queima de caixa de R$ 349 milhões observado no mesmo período do ano anterior. As vendas líquidas da empresa cresceram 29,6% em comparação ao 3º trimestre de 2025, somando R$ 3 bilhões.
