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Baby Mancini, vencedora do Miss Brasil Gay de 1979, celebra trajetória e prepara volta ao concurso

Vencedora histórica do concurso, ela compartilha detalhes sobre sua transição, o cotidiano no salão de beleza e os preparativos para a próxima edição do evento.

Por Redação Diário Local

Baby Mancini, vencedora do Miss Brasil Gay de 1979, prepara sua participação em mais uma edição do concurso enquanto celebra sua trajetória de vida e carreira. A mais antiga miss viva do certame compartilha detalhes sobre sua história, desde o início no transformismo até o cotidiano à frente de seu próprio salão de beleza.

Após um período de 52 dias de viagens pela Europa, Mancini retornou ao Brasil para retomar as atividades em seu estabelecimento e organizar sua agenda, que inclui uma viagem para Salvador em outubro e a preparação para o Miss Brasil Gay 2026.

Como foi a trajetória no Miss Brasil Gay?

A coroação de Mancini ocorreu quando ela utilizava o nome Thaís Lombardi. Na época, a participação no concurso seguia o modelo de transformismo, com o uso de recursos como maquiagem, silicones plásticos e enchimentos para a caracterização feminina.

Ela relembra que, nos primeiros anos, os recursos eram mais improvisados, mas que o concurso ganhou visibilidade ao passar a contar com jurados conhecidos, como Elke Maravilha e Edwin Luisi, o que ajudou em sua vitória.

Sobre as regras atuais, Mancini observa que o concurso foca no transformismo e, por isso, não aceita mulheres trans entre as participantes, exigindo que os competidores sejam homens cis que se apresentam no gênero oposto.

O cotidiano e a carreira na beleza

Além do concurso, Mancini consolidou sua carreira no setor de beleza em Belo Horizonte. Ela conta que sua trajetória começou de forma autodidata, observando o trabalho em salões da cidade antes de ingressar em estabelecimentos conhecidos e, posteriormente, abrir o seu próprio espaço na Avenida Luiz Perry.

O salão de beleza tornou-se um ponto de convivência e amizade com clientes que a acompanham há décadas. Ela também compartilha que seu nome de registro passou a ser Bárbara, seguindo a determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite o registro do nome de acordo com o gênero.

Superação e novos planos

Aos 74 anos, Mancini fala sobre a importância de aproveitar a vida após superar um desafio de saúde. Em 2025, ela enfrentou uma pneumonia grave que resultou em 33 dias de internação e uso de ventilação mecânica.

O episódio mudou sua perspectiva, motivando-a a buscar novas experiências, como viagens frequentes e o aproveitamento de seus momentos de lazer. Para as próximas festividades, ela já planeja produções especiais para manter o brilho que marcou sua história no palco.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.