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'Backrooms' volta aos cinemas em julho com 15 minutos inéditos após arrecadar US$ 262 mi

O terror de sucesso dirigido por Kane Parsons retorna às salas em 23 de julho com novo conteúdo; a produção da A24 se tornou a maior bilheteria da história da distribuidora.

Por Diário Local

O filme de terror "Backrooms: um não-lugar" retorna aos cinemas em 23 de julho com uma versão estendida que inclui 15 minutos de conteúdo inédito. A produção da A24, que conquistou bilheterias recordes e virou assunto nas redes sociais, traz novas cenas do universo labiríntico que cativou o público global.

Dirigido pelo jovem cineasta Kane Parsons, de 20 anos, o longa arrecadou mais de US$ 262 milhões em todo o mundo, marcando a maior bilheteria da história da distribuidora americana. O filme custou aproximadamente US$ 10 milhões e conta com Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve no elenco principal.

Na história, uma terapeuta adentra um backroom para resgatar um paciente que desapareceu dentro desse espaço perturbador. A narrativa explora o conceito dos backrooms, dimensões paralelas labirínticas que desafiam a realidade cotidiana.

Parsons ganhou notoriedade ao publicar uma série de vídeos no YouTube inspirados no conceito dos backrooms. Os curtas acumularam milhões de visualizações e se destacavam por uma estética hiper-realista, com imagens granuladas e uma atmosfera profundamente perturbadora que capturou a imaginação de milhões de espectadores na internet.

O jovem diretor impressionou ao traduzir a mitologia dos backrooms para um formato visual impactante, mantendo a sensação de desconforto e o silêncio inquietante que caracteriza o conceito original. Essa capacidade de capturar a essência do universo dos backrooms foi fundamental para o sucesso do filme.

O que são os backrooms

Os backrooms são espaços fictícios criados na internet que funcionam como dimensões alternativas. A principal característica é a sensação labiríntica de salas, corredores e escritórios aparentemente infinitos, marcados por paredes amareladas, iluminação artificial e silêncio desconfortável.

A ideia surgiu em 2019, em um post anônimo publicado no fórum 4chan. A publicação mostrava apenas uma imagem de um corredor vazio, iluminado por lâmpadas fluorescentes e cercado por paredes amareladas. O conceito viralizou rapidamente na internet.

A partir desse post original, uma mitologia colaborativa se desenvolveu entre usuários da rede. Comunidades criaram "níveis" para o labirinto, estabelecendo regras de sobrevivência e teorias sobre criaturas misteriosas escondidas nos corredores. Essas construções coletivas transformaram os backrooms em um fenômeno cultural que atraiu milhões de pessoas.

A estética dos backrooms, com seus corredores infinitos e atmosfera perturbadora, conquistou fãs em diferentes plataformas. Criadores de conteúdo produziram vídeos, histórias e imagens que expandiram ainda mais o universo colaborativo do conceito.

Parsons foi um dos criadores mais influentes nesse cenário, transformando o conceito em uma narrativa cinematográfica que manteve a essência assustadora e enigmática dos backrooms originais. O filme conseguiu equilibrar a estética perturbadora do conceito com uma história coerente, atraindo tanto fãs da mitologia original quanto novo público.

O sucesso de "Backrooms: um não-lugar" demonstra o potencial de histórias nascidas na internet em conquistar as salas de cinema. A versão estendida que chega às telonas em julho promete aprofundar ainda mais a imersão nesse universo perturbador que fascina e aterroriza o público simultaneamente.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.