Arquitetas explicam como decorar a mesa de centro para trazer personalidade à sala
Especialistas recomendam variar alturas, usar livros com significado e deixar espaços vazios para garantir harmonia no ambiente.
Por Redação Diário Local
A mesa de centro pode se tornar o principal destaque de uma sala ao aliar personalidade e harmonia ao ambiente. Para evitar que o móvel pareça uma vitrine, o segredo decorativo consiste em equilibrar proporções, criar variações de altura e priorizar objetos que possuam valor afetivo.
De acordo com as arquitetas Bárbara Dundes e Amanda Miranda, a composição deve ser dinâmica para adicionar camadas de textura e cor ao cômodo. A ideia é que o arranjo ajude a revelar a história e a identidade de quem utiliza o espaço.
Para conferir dinamismo visual e evitar o efeito monótono, uma estratégia recomendada é o trabalho com três níveis de altura distintos. Essa variação impede que a decoração se torne estática ou cansativa aos olhos de quem observa a sala.
Como trabalhar as alturas na mesa?
O primeiro nível é composto por elementos altos, como vasos contendo flores ou galhos. Esse componente ajuda a verticalizar a composição e criar um ponto de atenção imediato no móvel.
O segundo nível utiliza elementos intermediários, como esculturas, caixas ou outros objetos decorativos de tamanho médio. Eles servem como uma transição visual entre os itens mais altos e os mais baixos.
O terceiro nível, o mais baixo, deve ser formado por pilhas de livros ou pequenas mídias. Essa estrutura em camadas é o que garante a profundidade necessária para um visual profissional.
Quais objetos escolher para o arranjo?
Os livros decorativos são aliados importantes na composição. Além de edições sobre arte, moda, fotografia e viagens, é possível incluir títulos que marquem a trajetória da família, como álbuns de fotos ou livros de poesia.
Nesse caso, o foco não deve ser apenas a estética da capa, mas o significado que o objeto carrega. O objetivo é mesclar o visual com o valor sentimental dos itens escolhidos.
O uso de flores, sejam elas naturais ou secas, também é indicado para trazer vida e perfume para a casa. Arranjos simples de uma única espécie, a exemplo de tulipas, antúrios ou lírios sem folhas, funcionam bem.
Para quem busca maior durabilidade e praticidade, as plantas secas são uma excelente opção. Elas oferecem uma textura visual interessante e dispensam os cuidados constantes com a rega.
Como organizar os itens e manter a harmonia?
Para organizar objetos menores e evitar a sensação de desordem, o uso de bandejas é fundamental. Elas ajudam a agrupar adornos em mesas mais amplas, criando uma unidade visual.
A escolha do material da bandeja deve seguir o estilo do imóvel. Em casas de praia, materiais como rattan são indicados, enquanto ambientes urbanos e minimalistas pedem opções metálicas e discretas.
Por fim, é essencial respeitar a necessidade de espaços vazios na superfície. Deixar esses "respiros" livres é o que garante que a decoração permaneça elegante e não sobrecarregue o ambiente.
