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Filhos de Michael Jackson disputam judicialmente herança de US$ 789 milhões

Disputa pelo espólio do cantor, estimado em R$ 4 bilhões, teria causado rompimento na relação entre os três herdeiros.

Por Davy Albuquerque

Os herdeiros de Michael Jackson — Paris, Prince e Bigi Jackson — enfrentam uma disputa judicial pelo controle do espólio do cantor, avaliado em cerca de US$ 789 milhões (aproximadamente R$ 4 bilhões). O conflito teria causado um rompimento na relação entre os três irmãos, que passariam a tratar de assuntos patrimoniais apenas por meio de advogados e consultores.

O ponto de tensão que teria desencadeado a crise foi a autorização para o pagamento de um bônus de US$ 625 mil (cerca de R$ 3,1 milhões) a Paris Jackson. O valor é decorrente de uma decisão judicial sobre honorários de advogados que atuam em nome do espólio do artista.

De acordo com informações divulgadas, Prince e Bigi Jackson passaram a interpretar a medida como uma tentativa de exercer controle sobre o patrimônio deixado pelo pai. O desgaste entre os irmãos teria chegado a um nível em que o contato direto entre eles é praticamente inexistente.

A produção da cinebiografia "Michael" também contribuiu para o distanciamento familiar. Enquanto Prince participou do projeto como coprodutor ao lado dos executores do espólio, Paris Jackson realizou críticas públicas ao roteiro da obra.

Em publicações em redes sociais, a artista afirmou ter lido versões iniciais do texto e apontado trechos que considerava imprecisos ou desonestos. O movimento gerou novos atritos no contexto da gestão dos bens da família.

O papel da administração do espólio

A disputa envolve diretamente o advogado John Branca, que é o responsável pela administração dos bens desde a morte de Michael Jackson, em 2009. Representantes de Paris Jackson afirmam que a artista busca proteger o legado do pai e questionam a forma como os recursos estão sendo geridos.

Por outro lado, a equipe do advogado John Branca nega qualquer irregularidade na condução das contas. O grupo de defesa do administrador sustenta a legalidade dos processos financeiros realizados.

Documentos extraídos do processo detalham valores repassados aos herdeiros em 2022. Naquele ano, Paris recebeu cerca de US$ 3,2 milhões, Prince teve repasses de aproximadamente US$ 3,1 milhões e Bigi recebeu quase US$ 1 milhão.

Até o momento, nenhum dos três herdeiros se manifestou publicamente sobre o suposto afastamento entre os irmãos ou sobre os detalhes do processo judicial.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.