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Superdotação

Geovanna Tominaga relata diagnóstico de superdotação e fala sobre sensação de deslocamento

A apresentadora e jornalista relatou ter recebido o diagnóstico aos 44 anos e explicou como tentou se adaptar socialmente

Por Redação Diário Local

A apresentadora e jornalista Geovanna Tominaga relatou em suas redes sociais ter recebido o diagnóstico de superdotação há dois anos. A declaração foi feita por ocasião do Dia Mundial da Superdotação, celebrado nesta segunda-feira (10).

Geovanna afirmou que a descoberta da condição ocorreu quando ela tinha 44 anos, após enfrentar um quadro de burnout. Segundo a jornalista, a identificação da superdotação ajuda a explicar uma sensação de deslocamento que a acompanhou durante toda a vida.

De acordo com o relato da comunicadora, a condição muitas vezes passa despercebida por terceiros devido a estratégias de adaptação social. Ela pontuou que pessoas com altas habilidades podem aprender a se moldar para serem versões mais "aceitáveis" dentro de certos contextos.

A jornalista destacou ainda um comportamento comum entre o público feminino, observando que meninas superdotadas tendem a aprender a não dar trabalho. Segundo Geovanna, elas podem se tornar mais quietas e evitar fazer perguntas para conseguirem caber nos espaços que encontram.

O tema das altas habilidades tem ganhado visibilidade nos últimos anos com o relato de diversas figuras públicas. Mulheres como Fabiana Karla, Shakira, Natalie Portman e a comediante Bruna Louise também já falaram abertamente sobre o assunto.

Especialistas indicam que, entre as mulheres, as características de superdotação podem ser facilmente mascaradas por mecanismos de adaptação. Em muitos casos, a condição acaba sendo interpretada de forma equivocada como ansiedade ou excesso de cobrança.

Além disso, a forma como a superdotação se manifesta pode gerar dificuldades de relacionamento. O que é uma característica de processamento intelectual acelerado pode ser confundido com traços de personalidade ou comportamentos sociais atípicos.

A divulgação de casos como o de Geovanna Tominaga ajuda a trazer luz ao diagnóstico tardio, que ocorre frequentemente na vida adulta. O relato reforça a importância de identificar essas características para evitar o esgotamento mental e a sensação de inadequação.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.