Globo reestrutura contratações e altera modelo de salários para jornalistas
Emissora prioriza regime CLT, revisa remunerações e renova quadros com profissionais mais jovens para equilibrar custos.
Por Redação Diário Local
A Globo passou por uma série de mudanças em seus modelos de contratação e renegociações salariais com profissionais do departamento de jornalismo. A reestruturação busca equilibrar os custos da operação com as transformações do mercado de mídia e publicidade.
A nova política de contratação da emissora prioriza o regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) para profissionais que atuam diretamente na produção e apresentação de notícias (hard news). O objetivo é reduzir a utilização de contratos como Pessoa Jurídica (PJ) em determinadas funções e padronizar os benefícios oferecidos aos funcionários, mantendo auxílios como o plano de saúde.
Como funcionam as remunerações?
Os valores pagos aos profissionais da emissora não seguem uma tabela única e variam conforme a função desempenhada, o tempo de carreira, a visibilidade e a audiência dos programas. Apresentadores de telejornais nacionais costumam ter remunerações distintas de repórteres e produtores, dependendo da relevância de cada ocupante na estrutura da empresa.
As sucessivas renegociações de custos também alteraram a realidade de jornalistas que recebiam valores mais elevados em períodos anteriores. A estratégia de renovação permitiu a entrada de profissionais mais jovens em posições de destaque, com salários iniciais inferiores aos praticados anteriormente para as mesmas funções.
Impacto na equipe e rotina de trabalho
As mudanças geraram a saída de jornalistas veteranos que não chegaram a acordo com a emissora. Esses profissionais migraram para produtoras independentes, serviços de streaming ou investiram em canais próprios nas redes sociais. Com a saída desses nomes tradicionais, a empresa ampliou o espaço para novos talentos e repórteres que já atuavam em diferentes praças.
Além da questão salarial, a rotina envolve o acúmulo de funções. É comum que apresentadores conciliem a TV aberta com participações na GloboNews, o que aumenta a carga de trabalho. Em momentos de grandes eventos, como a cobertura das eleições gerais de 2026, a demanda por improvisação e acompanhamento de informações em tempo real intensifica a jornada.
Postura e comportamento diante das câmeras
A emissora também mantém orientações específicas de comportamento para quem aparece nas transmissões. Espera-se dos profissionais uma postura de sobriedade, equilíbrio e imparcialidade, especialmente em coberturas políticas.
Situações que saiam desse padrão podem gerar cobranças internas e reuniões de alinhamento entre a direção e os jornalistas. O debate sobre a postura dos apresentadores foi reacendido durante a apuração das eleições de 2026, após episódios de repercussão envolvendo a conduta de profissionais durante as transmissões ao vivo.
