Juliano Floss afirma ter sido vítima de deepfake pornográfico e deve acionar a Justiça
Influenciador afirma que imagem foi usada sem autorização em vídeo produzido por inteligência artificial e vai processar responsáveis.
Por Redação Diário Local
O influenciador Juliano Floss, de 22 anos, afirmou ter sido vítima de um vídeo de conteúdo pornográfico produzido por meio de inteligência artificial (IA), técnica conhecida como deepfake. A imagem do dançarino e participante do BBB 26 foi utilizada sem autorização em um material divulgado em redes sociais.
Após tomar conhecimento do conteúdo, Floss declarou que pretende recorrer à Justiça para identificar os envolvidos. O influenciador afirmou que está levantando os nomes de todos os que participaram da produção e da divulgação do vídeo.
"Anotando nome por nome. Não me dá trabalho nenhum achar e processar alguém que está cometendo um crime contra mim", escreveu o influenciador em uma publicação sobre o caso.
A legislação brasileira já prevê punições para condutas que envolvam o uso criminoso de imagens manipuladas. A montagem de fotos, vídeos ou áudios para inserir uma pessoa em situação íntima, bem como a divulgação de imagens sem consentimento, podem configurar crime.
A depender da prática e da finalidade da ação, os responsáveis podem responder por dispositivos do Código Penal relacionados a crimes contra a honra, falsidade ideológica, estelionato e extorsão.
Como o Congresso tenta combater deepfakes
O avanço tecnológico da inteligência artificial abriu uma discussão específica sobre a criação e a disseminação de conteúdos falsos. Atualmente, dois projetos de lei tramitam no Congresso Nacional para tratar do tema de forma mais detalhada.
O PL 3.821/2024 propõe o estabelecimento de regras para a manipulação digital de imagens feita por IA. O texto prevê, inclusive, o agravamento de penas em determinadas situações de uso da tecnologia.
Já o PL 212/2026 foca na criminalização direta da produção de deepfakes gerados ou modificados por inteligência artificial. Os dois projetos ainda dependem de aprovação para que eventuais novas penas e tipos penais entrem em vigor no país.
