Eleitos terão necessidade de expandir programas de cultura gratuita, aponta pesquisa
Levantamento aponta que 42% dos brasileiros querem mais acesso a cinemas, teatros e museus por parte de novos governantes
Por Redação Diário Local
Cerca de 42% dos brasileiros acreditam ser necessário que os novos governantes aumentem a oferta de programas culturais gratuitos, como acesso a cinemas, teatros e museus. A informação faz parte da sétima edição da pesquisa "Hábitos Culturais dos Brasileiros", que mapeou o consumo e as demandas de diferentes classes sociais no país.
O levantamento indica que o interesse por eventos é alto, mas o acesso esbarra em dificuldades práticas. Enquanto 64% dos ouvidos demonstram interesse em shows e apresentações musicais, e 55% desejam frequentar teatros ou musicais, fatores externos impedem a participação de parte da população.
A falta de dinheiro é o principal entrave para o consumo cultural, sendo citada por 35% dos entrevistados. Logo em seguida, aparecem o medo da violência (30%) e a baixa disponibilidade de horários (23%) como os motivos que mais distanciam as pessoas dos eventos.
Cresce o consumo de produções brasileiras
O estudo registrou um avanço expressivo na preferência por conteúdos nacionais. O consumo de filmes brasileiros foi mencionado por 41% dos entrevistados, um crescimento de 7 pontos percentuais em relação a 2025. Já o interesse por séries nacionais subiu 3 pontos percentuais, alcançando 35% do público.
Segundo Ana Maria Cardoso, coordenadora do Observatório Fundação Itaú, os números revelam que a produção nacional é fundamental para os hábitos de lazer no país. Ela destaca que o setor audiovisual tem potencial de crescimento e ajuda a valorizar a diversidade de linguagens artísticas e a economia da cultura.
Perfil dos entrevistados e carências locais
A pesquisa ouviu 2.448 pessoas, com predominância da classe C (49%). As demais faixas de renda dividem-se entre as classes D e E (29%) e as classes A e B (22%). No quesito escolaridade, 89% realizaram a educação básica em escolas públicas, enquanto 24% possuem ensino superior.
As atividades culturais desse grupo costumam acontecer, majoritariamente, em espaços públicos como ruas, praças e centros religiosos. No entanto, 37% dos participantes afirmam que sentem falta de opções de lazer em suas cidades.
As carências mais apontadas pelos entrevistados referem-se ao teatro (8%), seguido por cinemas (4%) e competições esportivas (4%). Shows e festivais de música também foram citados como atividades em falta, com 3% de menções cada.
