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Priscilla Alcântara relata sensação de machismo durante trabalho ao lado de Yudi Tamashiro

Em entrevista, cantora e apresentadora explicou que sentia incômodo por ser tratada como coadjuvante durante programa infantil

Por Redação Diário Local

A cantora e apresentadora Priscilla Alcântara afirmou que só compreendeu, na vida adulta, o impacto de situações vividas durante a infância relacionadas ao machismo. Em entrevista realizada nesta terça-feira (25), a artista relatou ter enfrentado esse comportamento enquanto comandava o programa Bom Dia & Companhia ao lado de Yudi Tamashiro.

Segundo Priscilla, ela não tinha plena consciência do que ocorria no cenário de trabalho há 20 anos, mas sentia o incômodo. A apresentadora explicou que a preferência recorrente por Yudi em determinadas situações a fazia se enxergar em uma posição secundária.

“Eu nunca parei para pensar o quanto eu fui atingida enquanto mulher naquele cenário. Eu vivia em uma inocência 20 anos atrás, muita coisa mudou, nosso diálogo mudou, era completamente diferente. Lá, eu não tinha consciência, mas tinha sensações”, refletiu a artista durante a conversa.

A artista destacou que, embora tenha uma relação de irmandade com o ex-colega, a figura dele frequentemente ganhava destaque nas interações. “Sempre eram os dois e a pergunta geralmente vinha para ele”, afirmou, descrevendo a sensação de atuar como coadjuvante.

Por que a reflexão surgiu agora?

O tema foi abordado após um questionamento sobre as diferenças na forma como ela e Yudi eram cobrados na época. O ator Klebber Toledo questionou se a apresentadora percebia distinções de cobrança, mencionando que ambos seguiram para carreiras musicais após o período na televisão.

Priscilla confirmou a diferença de tratamento, pontuando que a mulher recebe cobranças distintas. Ela explicou que o desejo de ser reconhecida não era uma busca por destaque superficial, mas sim o incômodo de não se sentir priorizada ou protagonista de momentos.

A compreensão profunda desses sentimentos só aconteceu após anos de terapia e maturidade. Para a cantora, o processo de autoconhecimento permitiu entender que a necessidade era de se sentir mais vista dentro da dinâmica profissional da época.

A construção da própria identidade ganhou força para a apresentadora após sua saída da televisão. Ela relatou que o afastamento da estrutura e do sistema em que cresceu foi essencial para o seu desenvolvimento pessoal.

Ao se desconectar dos laços profissionais daquela época, Priscilla afirmou ter conseguido ditar seus próprios caminhos. Segundo a artista, esse período de isolamento e reflexão foi o que permitiu que ela começasse a se descobrir de forma autônoma.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.