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Música

Rashid lança ‘Cumulonimbus’, sexto álbum de estúdio com 15 faixas e influências do rap clássico

O sexto trabalho de estúdio do rapper traz colaborações de peso e mergulha na essência do hip hop e da ancestralidade

Por Redação Diário Local

O rapper Rashid lançou o seu sexto álbum de estúdio, intitulado ‘Cumulonimbus’. O projeto, que contém 15 faixas, marca um retorno aos fundamentos do hip hop e transita entre vivências pessoais e questionamentos sociais coletivos.

Lançado na última segunda-feira (11), o álbum utiliza a metáfora da nuvem cumulonimbus — tipo de nuvem pesada que precede tempestades — para representar o acúmulo de quase duas décadas de carreira do artista. O disco busca equilibrar técnica rítmica com mensagens acessíveis, mantendo a essência do gênero.

Sonoramente, o trabalho utiliza batidas com samples e colagens que remetem à estética clássica do rap nacional. A sonoridade também incorpora referências da MPB, como Caetano Veloso e Milton Nascimento, além de camadas instrumentais de jazz e soul.

O que abordam as composições?

As temáticas das faixas variam entre o pessoal e o documental. Em “YOWA”, o artista utiliza o cosmograma bakongo para construir uma narrativa de superação e resistência negra. Já na canção “O Que Dizem os Números”, Rashid transforma dados estatísticos sobre racismo e desigualdade social no Brasil em denúncia.

O álbum também explora a paternidade e reflexões existenciais. Na faixa “L’Appel du Vide”, que conta com as participações de Luedji Luna e Kamau, o rapper aborda o risco e a criação artística. O projeto ainda traz o reencontro de Rashid, Emicida e Projota na música “Ouro, Mirra e Incenso”, que utiliza a simbologia dos presentes dos reis magos.

Participações e novos movimentos

O disco reúne diversos colaboradores, entre eles Rael, Paula Lima, MC Neguinho do Kaxeta, Jota Ghetto, Slim Rimografia e Flavia K. Tecnicamente, o rapper utiliza esquemas de rimas complexas e jogos de palavras sem perder a clareza da mensagem das letras.

Com o lançamento, Rashid também anunciou o movimento Defensores da Arte do Gueto. A iniciativa foi idealizada pelo próprio artista para promover encontros e debates sobre o poder transformador do hip hop e o caráter coletivo da cultura.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.