Abacaxi antes do jogo: nutricionista explica a ciência por trás do hábito de Vini Jr.
A fruta oferece hidratação, açúcares de absorção lenta e uma enzima que facilita a digestão — tudo para manter o atleta em pico de performance.
Por Diário Local
Um vídeo circulou pela internet mostrando Vini Jr. comendo uma fatia de abacaxi minutos antes de entrar em campo. A cena virou meme, mas por trás da escolha há fundamentos nutricionais reais que explicam por que atletas do futebol mundial incorporaram a fruta na rotina pré-jogo.
Jogadores de futebol precisam de velocidade, agilidade e explosão muscular durante toda a partida. Manter esse desempenho do primeiro ao último minuto exige mais que treino — a preparação começa antes, e inclui o que se come.
O abacaxi reúne características ideais para um pré-jogo. A fruta tem mais de 85% de água em sua composição, oferecendo hidratação sem deixar o estômago pesado para a corrida que vem a seguir. Os açúcares naturais presentes nela entram na corrente sanguínea de forma mais lenta que o açúcar refinado, evitando oscilações bruscas de energia que prejudicariam o jogador nos momentos finais da partida.
A fruta também contém bromelina, uma enzima que facilita a digestão e contribui para a recuperação rápida do corpo entre uma partida e outra. A vitamina C, presente em boa quantidade, auxilia ainda na recuperação muscular e ajuda a mitigar o desgaste do esforço físico intenso.
Importante ressaltar que o abacaxi pré-jogo não funciona isoladamente. A reserva de energia que o músculo usa durante o esforço começa a ser construída pelo menos quatro horas antes da partida ou do treino. Ou seja, não é só o consumo imediato que faz diferença, mas a alimentação de todo o dia, trabalhando em conjunto.
A estratégia vale também para quem pratica esporte regularmente, sem estar no nível de elite. Uma fatia de abacaxi consumida entre 30 e 40 minutos antes da atividade física pode trazer os mesmos benefícios. A escolha de Vini Jr. ilustra como até os detalhes pequenos da rotina de um atleta de ponta passam por cálculo — e como essas mesmas práticas fazem sentido para qualquer pessoa.
