Abel Ferreira culpa calendário brasileiro por oscilação do Palmeiras e rebate críticas
Técnico apontou que o ritmo de jogos e a falta de recuperação física explicam o desempenho recente da equipe
Por Redação Diário Local
O técnico Abel Ferreira rebateu as críticas sobre o desempenho do Palmeiras nos últimos jogos e apontou o calendário do futebol brasileiro como o principal culpado pela oscilação da equipe. Segundo o treinador, a falta de tempo para recuperação física e mental, somada a viagens e gramados, impede que os jogadores mantenham o rendimento máximo.
O desabafo ocorreu após a goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, no último domingo (23), no Nubank Parque, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na partida, o time apresentou um primeiro tempo irregular, mas foi salvo por defesas de Carlos Miguel antes de vencer na etapa final com gols de Flaco López (duas vezes), Vitor Roque e Mauricio.
Abel Ferreira argumentou que falhas técnicas, como erros de passe e cruzamento, são reflexos diretos do cansaço. O treinador destacou que o Palmeiras disputa três frentes — Copa do Brasil, Libertadores e Campeonato Brasileiro — e não teve uma semana de folga desde o retorno das competições nacionais, emendando duas partidas por semana.
Por que o calendário prejudica o rendimento?
Para o técnico, o contexto do futebol nacional impõe dificuldades que clubes europeus, como Manchester City e Barcelona, não enfrentam na mesma medida. Ele citou a escassez de treinos, a logística de viagens e a qualidade dos gramados como fatores que consomem a energia física e a "clarividência mental" dos atletas.
O treinador também defendeu a necessidade de uma gestão de energia, com rodízio de jogadores, para manter a competitividade. Ele pontuou que, em situações de desgaste, a criatividade do elenco acaba sendo comprometida pela falta de frescor físico.
Críticas ao tratamento dado aos adversários
Abel Ferreira questionou a tendência de desvalorizar os adversários do Palmeiras. O treinador mencionou casos recentes, como o confronto contra o Fluminense e a pressão exercida pelo Vasco, defendendo que as equipes rivais também possuem qualidade e mérito em seus desempenhos.
Sobre o descanso entre as partidas, o técnico ressaltou que, mesmo quando o Palmeiras tem vantagem de tempo de recuperação em relação ao oponente, o calendário geral continua sendo injusto e condicionado por sorteios. Ele defendeu que o intervalo mínimo ideal entre os jogos deveria ser de três dias.
O Palmeiras volta a campo nesta quarta-feira (26), às 21h30, contra o Santos, no Nubank Parque, em São Paulo. O duelo é válido pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.
