Atleta que precisou reaprender a andar disputará Copa do Mundo de Futebol de PC nos Estados Unidos
Vitor Dutra, que passou por três cirurgias cerebrais e teve que reaprender movimentos, representará o Brasil em Atlanta.
Por Redação Diário Local
O atleta Vitor Dutra, de 31 anos, disputará a Copa do Mundo de Futebol de PC (paralisia cerebral ou lesão cerebral adquirida) em Atlanta, nos Estados Unidos, neste mês. A competição é organizada pela IFCPF e reúne atletas da modalidade internacionalmente.
A trajetória do jogador para chegar à Seleção Brasileira envolve um intenso processo de superação médica. Entre 2017 e 2019, Vitor passou por três cirurgias para tratar um cavernoma, que é um tipo de malformação vascular no cérebro.
O quadro clínico exigiu cuidados prolongados e intervenções complexas. Na primeira cirurgia, realizada em 2017, o atleta permaneceu internado por 58 dias. No ano seguinte, em 2018, uma infecção bacteriana no osso exigiu um novo procedimento para a retirada de parte da estrutura craniana.
A terceira intervenção ocorreu em 2019, com o objetivo de implantar uma placa de acrílico na região afetada. Após o período de recuperação das cirurgias, o atleta precisou reaprender movimentos fundamentais, como andar e falar.
Como era destro, Vitor também teve que adaptar-se para realizar tarefas cotidianas utilizando a mão esquerda. O processo de reabilitação contou com o suporte de fisioterapeutas e professores de Educação Física para a retomada da autonomia e da prática esportiva.
Como foi o contato com o Futebol de PC
O interesse pela modalidade surgiu de forma inesperada em 2021. Ao assistir a uma partida de futebol pela televisão, o atleta conheceu as particularidades do Futebol de PC e passou a pesquisar sobre a categoria de competição.
Atualmente, Vitor Dutra é atleta do Vasco da Gama na modalidade e mantém sua rotina de treinos em Guarapari, sua cidade natal. Além das atividades esportivas, ele trabalha como motorista na empresa Conami, com atuação na Samarco.
Para o jogador, a convocação para representar o Brasil na competição mundial é um marco de superação. Ele afirma que o diagnóstico médico não deve ser visto como uma sentença definitiva para os objetivos de vida.
