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Diretor do Bahia explica perfil de contratações focado em jovens para revenda financeira

Cadu Santoro detalha estratégia do clube sob gestão do Grupo City para equilibrar investimentos e receitas com vendas.

Por Diário Local

O diretor de futebol do Bahia, Cadu Santoro, detalhou o perfil de contratações adotado pelo clube sob a gestão do Grupo City. A estratégia atual prioriza atletas jovens com potencial de revenda para garantir retorno financeiro, além de jogadores experientes que cheguem ao clube sem custos de transferência.

Durante entrevista coletiva, Santoro afirmou que existe uma diretriz clara para os movimentos no mercado. Ele explicou que o clube busca um equilíbrio entre o investimento técnico e a necessidade de gerar receita para sustentar o projeto a longo prazo.

Embora o objetivo futuro seja realizar investimentos de alto valor focados exclusivamente no desempenho esportivo, o diretor ressaltou que o Bahia ainda não atingiu essa fase. Segundo o gestor, o clube precisa realizar vendas para equilibrar as contas durante o atual estágio do planejamento.

Critérios para negociações

Santoro utilizou exemplos de contratações recentes para ilustrar a lógica aplicada. O jogador Alejo Véliz, de 23 anos, contratado por R$ 56 milhões junto ao Tottenham, foi citado como um exemplo de investimento em atletas que possuem mercado caso não performem como o esperado.

O diretor comparou a escolha por um jogador de 23 anos com a de um atleta de 28 anos com valor de mercado similar. De acordo com Santoro, a opção por atletas mais jovens reduz o risco de prejuízo financeiro caso a revenda não ocorra, já que jogadores mais velhos possuem menor margem de manobra no mercado.

O gestor também comentou sobre o interesse anterior no atacante Gabriel Pec. O Bahia chegou a realizar uma proposta pelo atleta de 25 anos, mas desistiu da negociação devido aos valores apresentados pelo LA Galaxy, clube onde o jogador atua.

Equilíbrio entre técnica e finanças

Apesar do foco em revenda, Cadu Santoro garantiu que as questões comerciais não estão acima do desempenho técnico. Ele afirmou que o objetivo é que os dois fatores caminhem juntos para permitir o crescimento do clube.

O diretor pontuou que, embora o clube esteja em uma fase de mais compras do que vendas, a manutenção do equilíbrio financeiro é fundamental para que o Bahia possa, futuramente, investir grandes quantias baseadas apenas em performance esportiva.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.