Bahia tem pior aproveitamento como mandante na era City e enfrenta polêmica sobre gramado da Arena Fonte Nova
Time de Rogério Ceni registra 50% de aproveitamento na Arena Fonte Nova, o menor índice desde a chegada do Grupo City ao clube.
Por Redação Diário Local
O Bahia registra seu pior aproveitamento como mandante desde o início da era Grupo City na Arena Fonte Nova. Na atual temporada do Campeonato Brasileiro, o time apresenta 50% de aproveitamento em casa, com quatro vitórias, seis empates e duas derrotas em 12 partidas disputadas na capital baiana.
O desempenho atual marca um retrocesso em relação aos anos anteriores. Em 2025, o clube atingiu 78,9% de aproveitamento como mandante, terminando o campeonato como o terceiro melhor time em casa; já em 2024, o índice foi de 63,1% e, em 2023, de 50,8%.
A queda de rendimento no estádio coincide com críticas recorrentes feitas pelo técnico Rogério Ceni sobre as condições do campo. No último domingo (09), após o empate em 0 a 0 contra o Vasco, o treinador reclamou do gramado e também demonstrou descontentamento com a realização de shows no local.
Por que há disputa sobre o estado do gramado?
A gestão da Arena Fonte Nova rebateu as críticas de Ceni em nota oficial, defendendo que o gramado passa por manutenção contínua conforme parâmetros técnicos. A administração afirmou que as decisões sobre o campo são tomadas por um comitê que inclui representantes do próprio Bahia e da consultoria técnica.
Segundo a gestão da praça esportiva, o gramado utilizado no jogo contra o Vasco foi preparado no dia da partida com 22 mm de altura. A nota esclarece que o processo foi acompanhado pelas partes e que não foram identificados problemas que pudessem comprometer a performance dos atletas.
A consultoria técnica do estádio explicou que o campo sofre com o alto sombreamento, especialmente na região norte, o que exige o uso intensivo de iluminação artificial. A empresa informou que realizou o replantio de rolos de grama em julho para tentar recuperar as áreas mais danificadas.
O Esporte Clube Bahia, por sua vez, emitiu uma nota para divergir da versão da Arena. O clube ressaltou que o fato de acompanhar a gestão e receber relatórios técnicos não significa que esteja satisfeito com as condições do piso.
O Tricolor alegou que tem relatado problemas de forma recorrente e que, antes do jogo contra o Vasco, alertou sobre a quantidade excessiva de areia no lado do campo que passou por replantio recente. O clube também manifestou preocupação com o impacto de shows no gramado, citando marcas e buracos deixados pelos eventos.
O histórico de problemas no piso é antigo. No ano passado, após reclamações de Ceni e do técnico Abel Ferreira, o gramado da Arena chegou a ser trocado por completo, após o árbitro Anderson Daronco registrar que o campo apresentava imperfeições cobertas com tinta verde.
Quais são os próximos compromissos do Bahia?
Antes de retornar à Arena Fonte Nova, o Bahia tem dois compromissos como visitante. A equipe enfrenta a Chapecoense neste domingo (17), às 11h (horário de Brasília), e disputa o clássico contra o Vitória no próximo domingo (24), no Barradão.
Ao retornar como mandante, o próximo adversário na Arena Fonte Nova será o Internacional, pela 25ª rodada. O clube também tem jogos em casa programados contra Remo, Mirassol, Flamengo, São Paulo, Coritiba e Atlético-MG.
A tabela de jogos em Salvador apresenta um cenário misto para a tentativa de recuperação. Dos sete confrontos restantes em casa, a maioria é contra equipes situadas na metade inferior da tabela, com exceção de Coritiba, que ocupa a 10ª posição, e do vice-líder Flamengo.
O calendário doméstico do clube prevê que o Bahia enfrente o Flamengo na 31ª rodada e o Atlético-MG na 38ª rodada, encerrando a sequência de jogos na capital baiana.
