Bahia encerra primeiro turno em 6º lugar da Série A após oscilações e mudanças com Rogério Ceni
Com 30 pontos, equipe tricolor busca manter o sonho da Libertadores no segundo turno após período de crise e novas escalações.
Por Redação Diário Local
O Bahia encerrou o primeiro turno do Campeonato Brasileiro na 6ª posição da tabela, com 30 pontos somados em 19 partidas disputadas. A trajetória da equipe sob o comando de Rogério Ceni foi marcada por um início de temporada excepcional, seguido por uma oscilação de resultados que gerou pressão interna e externa.
A campanha tricolor começou com uma invencibilidade de seis jogos, o melhor desempenho desde 1986. Durante esse período, o time conquistou marcos históricos, como a primeira vitória na história do clube no Beira-Rio, contra o Internacional, e alcançou uma sequência de três vitórias consecutivas como visitante, algo que não acontecia desde 1987.
O cenário de instabilidade teve início na oitava rodada, após uma derrota por 4 a 1 para o Remo. Esse resultado desencadeou uma crise que incluiu um jejum de oito jogos sem vencer, período no qual o Bahia registrou o segundo pior aproveitamento da Série A, atrás apenas da lanterna Chapecoense.
Como foi o desempenho em casa e fora de casa?
O rendimento do Bahia variou conforme o mando de campo durante a primeira fase do torneio. Fora de casa, o clube ocupou a 5ª posição no ranking de visitantes, acumulando 14 pontos e demonstrando maior eficiência defensiva e competitiva.
Em contrapartida, o desempenho como mandante foi menos expressivo, com a equipe ocupando a 11ª posição entre os times que jogam em seus domínios. O aproveitamento de 53,3% na Arena Fonte Nova foi consideravelmente inferior aos 77,7% registrados na mesma etapa da temporada passada.
Quais foram as mudanças no time titular?
Para tentar corrigir a irregularidade, Rogério Ceni promoveu mudanças frequentes na escalação. Jogadores que eram pilares do elenco, como Everton Ribeiro, Jean Lucas e Caio Alexandre, chegaram a alternar entre a titularidade e o banco de reservas ao longo do primeiro semestre.
A rotatividade atingiu diversas posições: na lateral direita, houve revezamento entre Gilberto, Roman Gomez e Nicolás Acevedo; na defesa, Kanu disputou espaço com Ramos Mingo. No ataque, o jogador Ademir recuperou sequência, enquanto Mateo San Sanabria perdeu espaço para outros nomes do elenco.
Apesar da instabilidade coletiva, alguns atletas mantiveram a regularidade no time inicial. Luciano Juba consolidou-se como protagonista com sete gols na Série A, enquanto Willian José permanece como a principal referência ofensiva da equipe, somando nove gols no ano.
