Ex-zagueiro Bolívar revela previsão de final contra o São Paulo na Libertadores de 2006
Ex-zagueiro do Inter contou que ele e o atacante Michel escreveram em um papel os possíveis adversários e acertaram a final
Por Redação Diário Local
O ex-zagueiro Bolívar revelou detalhes de uma previsão feita nos bastidores da conquista da primeira Libertadores da história do Internacional, em 2006. Segundo o ex-atleta, ele e o atacante Michel escreveram em um papel quais adversários acreditavam enfrentar até a final do torneio, acertando o confronto contra o São Paulo.
A história foi contada pelo bicampeão da competição ao relembrar o título, que completa 20 anos neste domingo (16). Bolívar relatou que o bilhete continha os cruzamentos imaginados pelos dois jogadores e foi escondido no vão da cortina do quarto da concentração, mas nunca mais foi recuperado.
A previsão se concretizou quando o Inter chegou à decisão e venceu o São Paulo. Na época, o clube conquistou o título após empatar em 2 a 2 no Beira-Rio e vencer por 2 a 1 no Morumbi.
Como foi a mobilização da torcida?
Bolívar também destacou a forte ligação entre o elenco e os torcedores durante a campanha. Ele relembrou que, durante a concentração em Porto Alegre, era possível observar pessoas acampadas nos arredores do estádio com o objetivo de adquirir ingressos.
O ex-zagueiro descreveu a movimentação dos colorados em direção ao Beira-Rio como um "mar vermelho". Segundo ele, a sinergia entre a equipe e o público era tão grande que os jogadores sentiam que a torcida estaria disposta a fazer qualquer coisa para apoiar o time.
O atleta, que disputou todas as 14 partidas daquela edição da Libertadores ao lado de Fabiano Eller, afirmou que aquela conquista foi o alicerce para os sucessos seguintes do clube, como os títulos da Recopa e de outra Libertadores, além do Mundial de Clubes.
O papel de Abel Braga no elenco
Sobre a gestão técnica na época, Bolívar elogiou a postura de Abel Braga. Ele descreveu o treinador como um profissional que sabia equilibrar a cobrança necessária com um tratamento próximo aos jogadores, funcionando como uma figura de suporte para o grupo.
Bolívar lembrou ainda da estratégia tática utilizada na final, quando o técnico optou por utilizar três zagueiros para espelhar o esquema do São Paulo, o que incluiu a entrada de Índio na partida decisiva para formar o trio defensivo com ele e Eller.
